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5 de agosto de 2014

Suassuna, "O Matuto Intelectual"



Não dá para falar da obra de Suassuna sem falar do homem Ariano. Nem é possível tentar entender o homem Suassuna sem pensar na obra de Ariano. Tudo está misturado, como nos seus livros, em suas palestras, em suas aulas magnas, às quais sempre o acompanhava Zélia, sua companheira por mais de 60 anos. Aliás era assim mesmo que ele começava. Contando uma história pessoal, comentando um detalhe qualquer, para três minutos depois ter magnetizado a plateia.


Suassuna foi romancista, dramaturgo, poeta, ensaísta e professor universitário. Ocupou durante décadas a cátedra de Estética na Universidade Federal de Pernambuco e chegou ao posto máximo, aposentando-se como Professor Titular. Apesar do cargo e da vasta erudição, jamais portou-se (coisa rara) como um intelectual encerrado no mundo acadêmico. Aliás, não frequentava nem a Academia Brasileira de Letras, para a qual fora eleito em 1989: “O quê que vocês querem que eu vá fazer lá? Só tem gente feia e velha. Ali, somando a idade de três ou quatro acadêmicos, brincando dá mais que a idade do Brasil.” Como conta seu amigo Hermilo Borba Filho, detestava televisão, rádio, telefone, internet, avião (“coisas do demônio”), não comparecia a reuniões oficiais, jantares e coquetéis, mas podia virar a noite num bate-papo ou ouvindo repentistas.


Suassuna gostava de dizer que a função do artista é “espalhar contradições”. Provocar e mostrar que na arte, como na vida, não existe pureza. Dizia, por exemplo, que quando a pintura abandonou o figurativo, enveredou por um beco sem saída. Mondrian via o mundo como uma sequência de retângulos. Malevitch negava a cor. “Isso, a meu ver, foi mortal para arte, porque ela começou a se isolar”.
Não simpatizava também com a distinção entre espaço e tempo promovida pela filosofia kantiana: “Eu não gosto de Kant. Ele dizia que nós não podemos afirmar a realidade exterior, que aquele jasmineiro é uma coisa para mim, outra para você, outra para ele. Mais do que isso, ele acreditava que eu nem sequer posso provar que a imagem que eu tenho corresponde ao real. (…) É muito fácil você discutir se aquele jasmineiro, se a imagem daquele jasmineiro, corresponde ou não ao real. O jasmineiro está quieto, no canto dele. Mas eu queria ver se fosse uma onça que entrasse aqui, queria ver se o Kant iria perguntar se por acaso se tratava de uma correspondência com o real”.
Assim era o discurso de Suassuna, contra o intelectualismo oco, uma voz de matuto que filosofava com a erudição da academia. E embora admitisse a importância da contradição, sua vida e sua arte constituem um dos raros exemplos de absoluta coerência ideológica na história da inteligência brasileira. Ele nunca escondeu sua radicalidade, nunca deixou-se inibir por qualquer crítica, jamais fez concessões a modismos estéticos e sempre manteve-se afastado das panelinhas acadêmicas e intelectuais.


A tônica do discurso de Suassuna é a defesa da cultura popular e sua obra é a assimilação erudita dessa cultura, como o fez Villa-Lobos com a música. Em 1967, vinte anos após a publicação de seu primeiro livro, a tragédia UMA MULHER VESTIDA DE SOL, ele fundou o Teatro Popular do Nordeste, que se tornaria, em 1970, o Movimento Armorial. O objetivo era “revisitar símbolos, sons e manifestações artísticas da tradição ibérica retomadas pela cultura popular brasileira, especialmente a nordestina”. Cantigas, composições de mote e glosa, romanceiros, autos, cantadores, violeiros, cordel, circo, iluminuras, gravuras, teatro de bonecos serão algumas das expressões artísticas fundidas em sua obra. O Movimento congregava artistas vivos que estivessem ainda produzindo suas obras e acolhia, além de escritores, poetas e dramaturgos, artistas das mais diferentes artes, como gravadores, ceramistas, músicos e bonequeiros.
Não se deve confundir, no entanto, a valorização desses elementos de cultura popular com o regionalismo. Ariano nunca aceitou a etiqueta regionalista para sua obra. Defendeu a importância das raízes ibéricas na cultura nordestina e o universalismo de ambas. A professora e pesquisadora francesa Idelette Muzart Fonseca dos Santos, num estudo intitulado “O decifrador de brasilidades”, sintetiza com clareza a proposta de Ariano:
“(…) A relação com a cultura oral e popular nordestina, em vez de limitar a obra de Suassuna a um regionalismo ou nacionalismo estreito, incentiva a uma viagem dentro das culturas brasileiras e universais: a forma dos autos populares e uma etnocenologia AVANT LA LETTRE remetem para os instrumentos da catequese do período dito colonial, que, por sua vez, articulam práticas medievais e tradições judaicas e árabes. No Nordeste, espaço onde se criou, na fórmula de Darcy Ribeiro, a matriz étnico-cultural original que garantiu, através dos últimos dois séculos, a coerência da identidade brasileira, a transmissão oral funda uma ‘memória longa’ que ultrapassa os limites da cronologia brasileira. O nacionalismo afirmado de Suassuna apresenta-se então como uma busca da diferença, da multiplicidade cultural, e jamais como exaltação unanimista e nostálgica.”


Ariano vivia desde 1959 num casarão de pé direito altíssimo construído em 1870, com móveis de madeira, ladrilhos hidráulicos e paredes forradas de quadros de temas populares. No amplo terreno, construiu a casa para três de seus seis filhos, dois dos quais são artistas plásticos. Escrevia e compunha suas iluminogravuras numa escrivaninha de estilo escolar acomodada de frente para uma porta balcão banhada de sol. Vestia-se de maneira simples, preferencialmente branco ou vermelho (ou rubro, como preferia dizer) e negro, porém elegante. Sua magreza e elevada estatura contrastavam com um olhar atravessado de sinceridade.
Sua casa era um oásis da mais autêntica arquitetura colonial brasileira num Recife sufocado, como todas as cidades do Brasil, pela cafonice de uma pseudoarquitetura americanizada. Seu modo de falar era o de um matuto cuja sabedoria não soava nunca arrogante. Sua voz exalava cordialidade. Mas que ninguém ousasse defender o “gosto médio”, o aburguesamento de uma leitura do mundo pasteurizada no engessamento de fórmulas prontas, sejam elas artísticas, ideológicas ou políticas: “(…) O camarada pode ter um péssimo caráter e ser um grande artista; pode ser um excelente caráter e um péssimo artista”.
Vivemos num mundo em que a maioria das pessoas é dominada pelos ditames do consumo e imaginam, assim, que o planeta seria perfeito se ele pudesse se transformar numa gigantesca Disneylândia ou num shopping center. Somos domesticados pelo discurso publicitário e nossas escolhas são ilusórias, pois “escolhemos” dentro de um menu previamente estabelecido e sob a enganosa diversidade das opções repetimos apenas uma variante do mesmo. Assim acontece com os produtos da indústria do entretenimento: filmes hollywoodianos, livros best sellers, GAMES eletrônicos, imagens e mensagens prontas veiculadas na internet, missas-show, manuais de psicologia, de filosofia, de como fazer amigos. E, last but no least, os horrendos pacotes turísticos oferecidos na forma de cruzeiros (com shows a bordo), trilhas ecológicas (sem esquecer o celular e o ipod em casa), praias desertas (com internet hifi), chalé nas montanhas (com TV a cabo).
Essa disneylização ou shopinterização dos espaços públicos fazem as pessoas abdicarem de sua inteligência e infantilizarem suas vidas. A percepção da realidade é reduzida então há um conjunto de representações que falseiam a própria realidade, as falas e os gestos são tomados por um artificialismo que pasteuriza as diferenças, apaga os limites entre sujeito e objeto e legitima o ilegítimo discurso do poder hegemônico. O mundo torna-se para essas pessoas (com a permissão do Suassuna para empregar o termo) “fake”, reduz-se a um parque de diversões em que os que estão dentro (leia-se: os que têm os recursos econômicos para usufruir desse faz-de-conta) se regalam e se exibem; e os que estão fora fazem o possível e o impossível para serem admitidos nesse parque.


A vida e a obra de Ariano Suassuna são um NÃO contra essa falta de autenticidade que se manifesta por uma planetarização do modo de vida (e de consumo) da sociedade norte-americana (remeto o leitor aos documentários GUIA PERVERTIDO DA IDEOLOGIA e GUIA PERVERTIDO DO CINEMA, ambos conduzidos por Slavoi Zizek). Suassuna sempre atacou frontalmente, por exemplo, o cinema hollywoodiano, os best sellers e a música pop americana. Numa entrevista concedida ao Diário de Natal, em 2000, declarou: “Elvis Presley é um idiota”. Em outra ocasião, numa palestra, ele disparou: “Acho a Madonna e o Michael Jackson simplesmente um horror. O gosto médio é pior que o mau gosto”.
A frase pode soar exagerada ou, talvez, como frase de efeito. A música de Jackson, pelo menos ritmicamente falando, é irresistível. Mas o que dizer quando pensamos nas letras de suas canções e no visual de seus clipes? Penso, por exemplo, no clipe de “Thriller”. O que dizer daquele besteirol de cadáveres levantando-se das tumbas com presas de felinos de grande porte, daquelas roupas-the-day-after ou daqueles olhos estralados-efeito-especial do próprio cantor? E como encarar aquela letra boboca com a sobreposição dos versos de “O Corvo”? A declamação do poema endossa apenas o pretenso clima de terror da canção e elimina o efeito do texto original, o qual contrapõe a atmosfera de angústia criada pela “ave agourenta” à doçura da Leonora agora para sempre ausente.
E o que se pode dizer de um clipe ou de uma letra como “Like a Virgin”, “Material Girl” ou “La Isla Bonita” na voz de Madonna? Ou ainda, para nos demorarmos um pouco mais no Caribe, das canções e dos filmes de Elvis Presley, como “O Seresteiro de Acapulco”? Ou, para sermos mais atuais, do visual da Lady Gaga, essa pobre menina que carrega todo o brechó para o palco? São letras, arranjos, clipes e imagens confirmadores de clichês e tão falsos como a fotografia sacada por um turista japonês que se demora junto à PIETÁ apenas o tempo da própria foto.
Para não ficarmos apenas nas expressões musicais e percebermos como esse falseamento vai minando tanto o espaço público como o privado, consideremos a arquitetura (outra vez a imitação estadunidense) que tomou conta das cidades de pequeno e grande porte no Brasil. O que dizer das casas e prédios (sim, as coberturas reproduzem o estilo das casas) em que se misturam motivos em forma de arcos e polígonos com telhados arrematados em cones ou pirâmides? Não parecem o castelo da bruxa dos filmes de Walt Disney? Imagino o que Suassuna devia pensar quando passava pela praia da Boa Viagem e via aquele prédio de duas torres com um castelo no jardim…
Esse gosto médio é ruim porque não é autêntico, não reflete uma escolha das pessoas que moram em tais prédios, ouvem essas músicas ou “curtem” esses clipes. Elas os “escolheram” como mero reflexo de uma domesticação decorrente de algum tipo de propaganda, como a de que tal prédio é bonito (visando o potencial econômico do possível comprador), aquela música é boa, aquele clipe é ousado, e assim por diante. Na verdade, tais objetos nunca são bons nem ousados, são apenas uma redução pasteurizada (seja a forma arquitetônica, a letra e o arranjo da música, ou o conteúdo e a linguagem do filme) que nivela por baixo padronizando o gosto e impedindo o desenvolvimento de uma consciência crítica frente ao mundo. Em suma, uma forma de ideologia.



É em função dessa realidade que temos que reconhecer a grandeza do pensamento de Suassuna, mesmo que às vezes discordemos de sua radicalidade. Quando olhamos para a história do Brasil e as riquíssimas elaborações culturais construídas ao longo desses cinco séculos, é fácil reconhecer a riqueza da cultura nordestina. Não que as outras regiões do país não tenham contribuído para essa riqueza. O Acre nos deu João Donato, o Rio Grande do Sul a Elis Regina, São Paulo a Hilda Hilst, o Rio o Machado de Assis… Mas o conjunto das manifestações culturais nordestinas tem uma pulsação sem páreo nas outras regiões do Brasil.
Paulo Leminski debruçou-se certa vez sobre essa questão. Paranaense sem ser bairrista, no seu melhor estilo provocativo, ele cutucou com vara curta a afirmação tão disseminada (até hoje) de que Curitiba é uma referência cultural de gosto artístico no país. “E se Curitiba desaparecesse agora do mapa, que falta faria ao Brasil em termos culturais?” alfinetou. E concluiu categórico: “Neca. Nenhuma”. E aí ele mostrava que a cidade, refletindo o padrão econômico de uma classe predominantemente burguesa sem os extremos de miséria e riqueza de outras capitais brasileiras, era apenas uma consumidora e não uma produtora de cultura. Por isso não faria falta ao país.
Prosseguindo sua análise, Leminski volta-se então para o Nordeste. Lá, lembrava ele, durante o dia o negro ia para o eito, moía a cana, socava pilão, respondia por seu nome de branco e adorava a Virgem e o Menino Jesus. Mas à noite, entre as paredes da senzala, voltava-se para os seus orixás e fazia batucada. Sua cultura, juntamente com os elementos populares da tradição ibérica, permanecia viva. E foi isso que permitiu a riqueza e a reinvenção da cultura nordestina. Enquanto isso, o sul ficou preso à mentalidade do imigrante (alemão, italiano, polonês, ucraniano), preocupados apenas com o trabalho, não interessados em “perder tempo com arte”, com os dias religiosamente ocupados com tarefas, como indicam “as toalhinhas bordadas” pelas prestimosas donas de casa.
Na cultura popular está a força que nunca seca, expressão que nomeia um disco homônimo de Maria Bethânia, outro baluarte da arte brasileira e que sempre teve atitudes muito afinadas com as ideias de Suassuna, promovendo a aproximação das artes em discos em que mistura elementos musicais, teatrais e poéticos (DRAMA TERCEIRO ATO, IMITAÇÃO DA VIDA, O MAR DE SOPHIA). Por ocasião do lançamento de um de seus trabalhos mais recentes, OÁSIS DE BETHÂNIA, ela confessou: “Em meus momentos de dificuldade, volto-me para minha gente, para as cidades pequeninas do interior nordestino onde encontro uma autenticidade que não acho em outros lugares “.
José Saramago, por sua vez, numa entrevista em que lhe perguntaram se ele vislumbrava alguma saída para a humanidade, respondeu: “Se haverá alguma, ela virá da África”. A África e o sertão nordestino, espaços onde ainda se preserva (apesar das parabólicas e das antenas de celular) algo de autêntico, de menos pasteurizado, oásis onde a água ainda mina…
A afirmação do caráter universal da cultura popular se traduz num projeto de natureza simultaneamente ética e estética na obra de Ariano: “O mundo é um pasto incendiado e a função da arte é salvá-lo do incêndio e deixar alguma coisa de permanente e belo, que escape das chamas e das cinzas”. Esse universalismo, porém, nunca ignorou a realidade social brasileira e a necessidade do papel do escritor dentro dela: “(…) Machado de Assis dizia que existiam dois países dentro do Brasil, o país oficial e o país real. O país real seria bom, revelaria os melhores instintos, mas o Brasil oficial não passaria de algo caricato, burlesco. Talvez ele tenha exagerado um pouco. O Brasil oficial tem alguma coisa que presta; há pessoas dentro dele que têm consciência dessa dilaceração terrível que o país vive. 

" Ariano Suassuna foi superior a seu tempo por muitas razões, dentre tantas destaco o amor pela cultura popular e por ter aproximado a arte e a literatura do povo, no sentido mais inclusivo que se possa dar. Esse povo que ele gostava de estar sempre ao lado, aprendendo e lhe devolvendo com palavras que se eternizarão. O mestre será sempre " madeira de lei que cupim não rói ".
Assim, damos adeus à esta figura nordestina ímpar...  "Adeus Seu moço"!

18 de outubro de 2012

Será que na "Realidade" vivemos numa "MATRIX"?


Segundo o a matéria publicada no site www.dailymail.co.uk o Professor Beane e seu grupo, da Universidade de Bonn, na Alemanha, acreditam que o universo pode ser apenas uma realidade simulada, similar ao que ocorre no filme “Matrix”, e tentam descobrir se o nosso mundo é “realmente real”.









Se o filme "Matrix" te deixou com medo que possamos realmente estar vivendo em um universo gerado por um computador e encenado por uma inteligência artificial malévola usando a raça humana como uma fazenda de energia, a solução está à mão.


Uma equipe de físicos vem realizando alguns testes que eles dizem poder provar ou não que o universo como o conhecemos é uma simulação de realidade virtual - como se fosse uma espécie de pílula vermelha teórica.
Silas Beane, da Universidade de Bonn, na Alemanha e seus colegas, afirmam que uma simulação do universo, não importa o quão complexo seja, ainda teria restrições que revelam muita coisa

Tudo o que temos que fazer para identificar o que essas restrições seriam, é construir nossa própria simulação do universo, que é próximo do que muitos pesquisadores estão tentando fazer em escala incrivelmente pequena.
As simulações de computador têm sido executadas para recriar a cromodinâmica quântica - a teoria que descreve o nuclear forçado, que liga quarks e glúons em prótons e nêutrons, que então se ligam para formar núcleos atômicos.
Acredita-se que a simulação física neste nível fundamental é equivalente, mais ou menos, para simular o funcionamento do próprio universo. 





A realidade é meramente uma ilusão?

Ceticismo radical: Rene Descartes

A questão de saber se estão realmente cientes do mundo real é aquele que tem sido continuamente questionado por filósofos.
Uma das primeiras articulações do dilema ocorre na República de Platão, onde a Alegoria da Caverna tenta descrever a existência ilusória liderado pela maioria das pessoas irrefletidas.
Platão, considerado por muitos como o pai da filosofia ocidental, sugeriu que a única maneira de chegar a uma realização do mundo real era um estudo em profundidade de matemática e geometria, o que daria aos estudantes uma noção da real natureza do mundo .
O filósofo francês René Descartes, retratado acima, à direita , cujas obras são muitas vezes utilizados como uma introdução geral à metafísica, levanta o problema de novo como um experimento de pensamento para levar os leitores a uma posição de dúvida radical.
Ao postular um demônio malicioso que pode nos manter presos em um mundo ilusório, Descartes convida os leitores a deixar de lado todas as evidências de suas experiências sensoriais em busca de uma premissa certa.
Surge com o famoso argumento 'cogito ergo sum', ou melhor, "eu penso, logo existo", que ele usa como alicerce indubitável para reconstruir uma certa imagem da realidade.
Críticos posteriores de sua obra, no entanto, dizem que só porque há pensamentos, não há garantia de que há realmente um pensador.


11 de fevereiro de 2012

"Expressão de Liberdade ou Liberdade de Expressão"?

Tudo se resume a dois pressupostos: vive e deixa viver! Quem assim não age, é contrário, aos princípios da liberdade, que, desde cedo,
foi ensinamento, transmitido por pais, e, outros, familiares. Está tudo na memória, basta recorrer a ela, para nos situarmos, perante nós
e os demais, que nos rodeiam, nesta enorme família Global. O tempo não pára, por isso, no dia-a-dia, temo-nos de nos adaptar a essa realidade,
que tanto pode ser a nossa liberdade como rude cárcere. Respeitar os direitos dos outros, mesmo que não concordando, com suas ideias e ideais,
ser flexível, sem deixar de ser crítico, é respeitarmo-nos a nós mesmos e aos que nos
cercam. Não tomar nada como garantido, é caminho certo a palmilhar:
a isso se chama humildade, pois nada nos é dado à partida, senão sermos nós mesmos,
lutando e fazendo do nosso dia-a-dia, o trilho a atingir. Muitos ainda confundem, liberdade de expressão, com expressão de liberdade! Liberdade de expressão: foi o combate activo, de povos, ante ditaduras, que, por meio,
de persuasão e tortura, mantinha longe um povo, de reivindicar seus direitos, que se regia
por um bem comum, e, que, com muita luta, alcançaram propósito, pós 25 de Abril. Expressão de liberdade: é julgar que tudo pode ser dito, adquirida essa liberdade,
para proveito próprio, alimentando egos, onde o respeito pelos outros, ressume-se à sua
insignificância. Altivos se mostram, e, falam à saciedade, toda uma arrozada de palavrões e distanciamento,
para com os seus vizinhos e amigos. Dos primeiros pode-se esperar cordialidade, no trato, pois souberam lutar por um bem comum, sofrendo na pele torturas, a bem do que acreditavam. Dos segundos, a entrega ao alcoolismo e às drogas, diz bem de sua condição fraudulenta, não
sabendo agarrar, com as duas mãos, a liberdade, que lhes passou despercebida:

Esses são os tais que batem nas mulheres, se seu time ganha ou perde, e, depois vão a Fátima
dizer de seus pecados, não de livre vontade, mas porque são covardes, e temem o inferno.

Texto: Jorge Humberto

Abaixo um grande exemplo expressado por Bernardo Lopes, sobre a "Liberdade de expressão" diante o  humor Brasileiro. Confiram!

Obras de Arte - Tarsila do Amaral

Mais obras esplendorosas da história da arte. E desta vez, dou o espaço merecido a "Brasileiríssima" Tarsila do Amaral. Abaixo em resumo, a vida e obra desta artista sentimental que adoro e admiro tanto... Divirtam-se!

Tarsila participou ativamente da renovação da arte brasileira que se processou na década de 1920. Integrou-se ao movimento modernista e ligou-se com especial interesse à questão da brasilidade. Formou, com Anita Malfatti, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade, com quem se casou em 1924, o chamado Grupo dos Cinco.

Tarsila do Amaral nasceu em Capivari SP em 1886. Estudou com Pedro Alexandrino, a partir de 1917, e depois com George Fischer Elphons, em São Paulo. Em Paris freqüentou a Académie Julien, sob a orientação de Émile Renard. Entrou em contato com Fernand Léger, cujo estilo a marcou sobremodo, André Lhote e Albert Gleisse, e estruturou sua personalidade artística a partir das influências cubistas. Em 1922 participou em Paris do Salão dos Artistas Franceses.

 
Retornando ao Brasil em 1924, percorreu as cidades históricas mineiras em companhia do escritor francês Blaise Cendrars. Deslumbrada com a decoração popular das casas dessas cidades, assimilou a tradição barroca brasileira às recém-adquiridas teorias e práticas cubistas e criou uma pintura que foi denominada Pau-Brasil. Essa pintura inspirou um movimento, variante brasileira do cubismo, e influenciou Portinari.

 
Em 1926 Tarsila expôs na galeria Percier em Paris. Iniciou-se então sua fase antropofágica, de retorno ao primitivo, da qual o exemplo mais notável é o quadro "Abaporu". Presente na I e II Bienais de São Paulo, foi premiada na primeira. Na Bienal de São Paulo de 1963, sala especial foi dedicada à retrospectiva de sua obra. Foram apresentadas suas diversas fases e deu-se destaque ao quadro "Operários" (1933), da fase social, em que as cores são mais sombrias mas a nitidez anterior é conservada. Outra obra do mesmo período é "Segunda classe".

 

Tarsila esteve ainda representada na mostra Arte Moderna no Brasil (1957), na XXXII Bienal de Veneza (1964) e na mostra Arte da América Latina desde a Independência (1966). Em 1960 o Museu de Arte Moderna de São Paulo organizou retrospectiva de sua obra. Entre suas demais telas destacam-se "A negra", no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, e "São Paulo", na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Tarsila morreu em São Paulo SP em 17 de janeiro de 1973.

Tarsila já nasceu com o dom da arte em seu sangue, seus quadros fazem sucesso. Ela era uma Garota que Sabe bem o que Quer, principalmente quando estava em frente a uma tela com pincel e tinta e as idéias iam surgindo e tomando forma na ponta do pincel. Uma pessoa especial que conseguia transmitir o que via e o que sentia em forma de arte, que hoje embeleza as paredes das grandes  galerias. Ela nos deixa uma mensagem de vida muito forte, pois A Sabedoria Vem Com a Idade e sabedoria era o que ela mais tinha, uma pessoa especial com um dom maravilhoso e ela soube aproveitar esse dom e mostrar para o mundo através da sua arte. Para quem gosta de arte, principalmente as obras de Tarsila, basta entrar naInternet em Sites Seguros que é possível encontrar não só as suas artes, mas também toda a sua biografia, quadros à venda e onde encontrar as suas obras em exposição.

 A arte é um dom que já nasce com a pessoa, ou  se é ou não artista, pois nesse caso não existe meio termo. A arte tem vários aspectos,  depende de cada pessoa que a observa, pois cada um interpreta da sua maneira e depende do estado de espírito de cada um ao fazer a interpretação de uma arte,  seja ela abstrata ou não, pois a arte é definida como um estado de espírito. Podemos definir a obra de Tarsila como a descoberta do Modernismo Brasileiro em 1933. A pintura do quadro ”Operários” dá inicio a Pintura Social no Brasil, e à partir dessa data muitos outros quadros surgiram e fizeram a história da arte brasileira, ela é uma grande artista brasileira que se consagrou com seus quadros e sua inteligência ao retratar o modernismo.

 Quando se fala em inteligência emocional, Tarsila é mestra, pois seus quadros transmitem suas emoções, seus sentimentos, seu jeito de ser, ela demonstra na pintura toda a sua técnica que é copiada por muitos artistas e serve de inspiração para outros que entendem a arte como emoções e sentimentos que brotam do inconsciente e do coração. Ser artista é ter o dom do entendimento da alma humana e conseguir expressar o que sente não com palavras, mas, nas cores e formas que definem o verdadeiro AMOR à arte, assim é Tarsila do Amaral.




Abaixo, ouça Bachianas Brasileiras n°5 de Heitor Villa Lobos com a interpretação de Salli Terri & Laurindo Almeida.   Apreciem ouvindo... Magnífico!

4 de fevereiro de 2012

Obras de Arte - Paul Cézanne

 Como promotido, estou postando a história da arte de mais um mestre. Um dos meus preferidos também é Cézanne, um impressionista magnífico! Confiram.

Paul Cézanne nasceu em Aix-en-Provence em 19 de janeiro de 1839 e morreu na mesma cidade em 22 de outubro de 1906. Em 1852 ingressou no Collège Bourbon, de Aix, onde se tornou amigo íntimo de Émile Zola, que teve grande influência em sua formação literária. Estudou desenho na Academia de Desenho de Aix entre 1846 e 1848.

Embora contrário à vocação artística do filho, seu pai, banqueiro em Aix, permite-lhe afinal estudar pintura em Paris, em 1861. Cézanne candidata-se à Escola de Belas Artes, mas é recusado e volta à sua cidade. Retornará a Paris, contudo, matriculando-se no Ateliê Libre Suisse, onde conhece Pissarro, Monet, Sisley e Renoir.

Confira algumas obras de Cézanne e apreciem ouvindo a doce obra musical do video no final da postagem.  

Nessa época, ele tem grande admiração por Delacroix e Courbet. Pinta uma série de obras de inspiração romântica. Insatisfeito com o tumulto da cidade e com sua pintura, volta a Aix para trabalhar no banco do pai.

De 1864 a 1870 divide o tempo entre Aix e Paris, fazendo uma pintura empastada, por vezes com espátula, de técnica quase brutal e, freqüentemente influenciada por Veronese e Delacroix, pela composição barroca, numa movimentação desordenada que é o inverso de sua obra posterior, contrária aos temas grandiloqüentes.


Após uma estada em Aix, em 1873 vai a Auvers-sur-Oise, onde se acha Pissarro, que o encaminha para a pintura ao ar livre do Impressionismo. Inicia-se então a verdadeira carreira do artista. A primeira obra-prima da fase é "A casa do enforcado" (1873), seguida de uma série admirável de naturezas-mortas, tema que, pela simplicidade de motivos, será uma constante em sua obra.

 

Isolamento

De 1874 a 1877 Cézanne participou das exposições impressionistas, mas sua real ambição era ser aceito no famoso Salão anual, em que a crítica especializada reunia aqueles que ela considerava como os principais artistas. Cézanne, contudo, era sistematicamente rejeitado.

Diante da hostilidade do público, da crítica e mesmo de alguns de seus colegas impressionistas, Cézanne volta a Aix, indo raramente a Paris. Em 1886, rompe com Zola, por sentir-se retratado no romance "A obra", no personagem de um pintor fracassado.


Cézanne passa a preferir o isolamento, pintando em lugares como Medan, La Roche Guyon e Gardanne, onde sua obra atinge a maturidade, ao incorporar a experiência impressionista à conclusão de que a pintura é produto de uma reconstrução da natureza feita através de um raciocínio lógico.


Depois que os pais morrem, instala-se, em 1898, numa pequena casa de Aix, onde vive solitário com uma velha governanta. Sua arte atinge o auge da depuração nas paisagens de, por exemplo, "O grande pinheiro", que pode ser admirada na coleção permanente do Museu de Arte de São Paulo - MASP.


Dedica-se, então, a reconstruir a arte dos grandes classicistas, modulando a cor em curtas pinceladas para dar a impressão do volume. Cézanne seria reconhecido pela crítica, por seus contemporâneos e pela posteridade por sua capacidade de executar uma arte que é, antes de tudo, "coisa mental", fundada em valores despidos de ornamentalismos, ao mesmo tempo que expressa o desenho e a construção rigorosa. Ele é o verdadeiro fundador da arte moderna.



 
Primeiro Arabesque, por Claude Debussy.Ouça apreciando estas algumas obras de Cézanne e até o próximo Sábado com mais um mestre da arte da nossa história!

28 de janeiro de 2012

Obras de Arte - Salvador Dali

Adoro e gosto de apreciar obras de arte de vários pintores da história... um deles é Salvador Dalí, que foi um pintor surrealista, cujas obras de artes são originais, bizarras e extremamente criativas. Suas pinturas tiveram forte conotação metafisica e sexuais . É considerado um dos mais criativos gênios do movimento surrealista. Excêntrico, ostentava como marca pessoal um esquisito bigode. Tinha uma personalidade muito extravagante e sem modéstia, costumava dizer: "Sou um monstro de inteligência". Suas obras são uma combinação de imagens bizarras e oníricas de extrema qualidade plástica. Além de pintor, Dalí realizou trabalhos para o cinema, esculturas, fotografias, desenhou jóias e ilustrou livros.
 Salvador Dalí nasceu na Espanha, 1904, dia 11 de maio.
 Um coquetel de medicamentos não prescritos danificou seu sistema nervoso provocando um fim em suas atividades artísticas. Sofria do Mal de Parkinson, e morreu no dia 23 de janeiro de 1989, na cidade natal de Figueiras, Espanha.

Nota: Durante alguns sábados, irei postar aqui no blog, alguns mestres da pintura e suas obras. Aguardem!  Vale muito à pena apreciar...

Algumas obras de Dali que eu adoro:
 Salvador Dali atribuiu o seu “amor de tudo o que é excessivo e dourado, sua paixão pelo luxo e meu amor oriental por roupas”a um auto-denominado linhagem árabe , alegando que seus antepassados eram descendentes de mouros.
 Dalí foi altamente imaginativo, e também tinha uma afinidade para a participação no comportamento comum e grandioso, a fim de chamar a atenção para si mesmo. As vezes isso irritava aqueles que amaram sua arte tanto quanto isso irritava seus críticos, desde a sua maneira excêntrica, por vezes, chamou mais a atenção do público de sua obra.
 Dois dos mais populares objetos do surrealismo foram Telefone de Lagosta e sofá Mae West Lips, completado por Dalí em 1936 e 1937, respectivamente. Artista surrealista e patrono Edward James encomendou esses dois pedaços de Dalí; James herdou uma grande propriedade inglesa em West Dean, West Sussex, quando ele tinha cinco anos e foi um dos principais apoiantes dos surrealistas na década de 1930.
  ”Lagostas e telefones tiveram forte conotação sexual para Dalí “, segundo a legenda de exibição para o Telefone de Lagosta na Tate Gallery, “e ele fez uma estreita analogia entre comida e sexo.”O telefone foi funcionais, e James comprou quatro deles de Dalí para substituir os telefones em sua casa de retiro. Um aparece agora na Tate Gallery, o segundo pode ser encontrado no Museu do Telefone alemão Frankfurt, o terceiro pertence à Fundação Edward James; eo quarto está na National Gallery of Australia.
 A madeira e cetim Mae West Lips Sofá foi modelado após os lábios da atriz Mae West, com quem Dalí aparentemente achei fascinante. West foi anteriormente objecto de em 1935 a pintura Dalí O Rosto de Mae West. Mae West Lips Sofá atualmente reside na Brighton and Hove Museum na Inglaterra.
 Entre 1941 e 1970, Salvador Dalí criou um conjunto de 39 jóias. As jóias são intrincados e algumas contêm partes móveis. A jóia mais famosa, "The Royal Heart”, é feita de ouro está incrustada com 46 rubis, 42 diamantes e quatro esmeraldas e é criada de tal forma que o centro “bate” como um coração real. Dalí comentou que “Sem uma audiência, sem a presença de espectadores, essas jóas não cumpririam a função para a qual foram criadas. O espectador é, então, o artista final.”
 (Dalí, 1959.) O “Dalí – Joies” (“As Jóias de Dalí”), a coleção pode ser vista no Teatro Museu Dalí em Figueres, Catalunha, Espanha, onde está em exposição permanente. No teatro, Salvador Dalí construiu o cenario romantico para Gracía Lorca atuar Mariana Pineda em 1927. Para Bacchanale (1939), um bailado baseado e definir a música de Richard Wagners ’1845 da ópera Tannhäuser, Dalí de ambas cenografia e o libreto. Bacchanale foi seguido pelo conjunto de projetos para Labyrinth em 1941 e O chapéu de três pontas , em 1949
 
Aprecie as Obras de Dali, ouvindo esta magnífica obra musical de Giuseppe Verdi - Bella Figlia dell'Amore

13 de dezembro de 2011

A idade da Tigresa - Mulheres de 30

Ela perde o frescor juvenil, é verdade. Mas também o ar inseguro de quem ainda não sabe direito o que quer da vida, de si mesma e de um homem. Não sustenta mais aquele ar ingênuo, uma característica sexy da mulher de 20. Só que isso é compensado por outros atributos encantadores que reveste a mulher de 30.

Como se conhece melhor, ela é muito mais autêntica, centrada, certeira no trato consigo mesma e com seu homem. Aos 30, a mulher tem uma relação mais saudável com o próprio corpo e orgulho da sua vagina, das suas carnes sinuosas, do seu cheiro cítrico. Não briga mais com nada disso. Na verdade, ela quer brigar o menos possível. Está interessada em absorver do mundo o que lhe parecer justo e útil, ignorando o que for feio e baixo - astral. Quer é ser feliz. Se o seu homem não gosta dela do jeito que é, que vá procurar outra. Ela só quer quem a mereça.

Aos 30 anos, a mulher sabe se vestir. Domina a arte de valorizar os pontos fortes e disfarçar o que não interessa mostrar. Sabe escolher sapatos e acessórios, tecidos e decotes, maquiagem e corte de cabelo. Gasta mais porque tem mais dinheiro. Mas, sobretudo, gasta melhor. E tem gestos mais delicados e elegantes.

Aos 30, ela carrega um olhar muito mais matador quando interessa matar. E finge indiferença com muito mais competência quando interessa repelir. Ela não é mais bobinha. Não que fique menos inconstante. Mulher que é mulher,se pudesse, não vestiria duas vezes a mesma roupa nem acordaria dois dias seguidos com o mesmo humor. Mas, aos 30 ela,já sabe lidar melhor com esse aspecto peculiar da sua condição feminina. E poupa (exceto quando não quer) o seu homem desses altos e baixos hormonais que aos 20 a atingiam e quem mais estivesse por perto, irremediavelmente.

Aos 20, a mulher tem espinhas. Aos 30, tem pintas, encantadoras trilhas de pintas, que só sabem mesmo onde terminam uns poucos e sortudos escolhidos.

Sim, aos 20 a mulher é escolhida. Aos 30, é ela quem escolhe. E não veste mais calcinhas que não lhe favorecem. Só usa lingeries com altíssimo poder de fogo. Também aprende a se perfumar na dose certa, com a fragrância exata.

A mulher de 30, mais do que aos 20, cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos, provoca fome. Aos 30, ela é mais natural, sábia e serena. Menos ansiosa, menos estabanada. Até seus dentes parecem mais claros; seus lábios, mais reluzentes; sua saliva, mais potável. E o brilho da pele não é a oleosidade dos 20 anos, mas pura luminosidade.

Aos 20 ela rói as unhas. Aos 30, constrói para si mãos plásticas e perfeitas. Ainda desenvolve um toque ao mesmo tempo firme e suave. Ocorre algo parecido com os pés, que atingem uma exatidão estética insuperável. Acontece alguma coisa também com os cílios, o desenho das sobrancelhas, o jeito de olhar. Fica tudo mais glamouroso, mais sexualmente arguto.

Aos 30, quando ousa, no que quer que seja, a mulher costuma acertar em cheio. No jogo com os homens já aprendeu a atuar no contra - ataque. Quando dá o bote é para liquidar a fatura. Ela sabe dominar seu parceiro sem que ele se sinta dominado. Mostra a sua força na hora certa e de forma sutil.
Não para exibir poder, mas para resolver tudo ao seu favor antes de chegar ao ponto de precisar exibi-lo. Consegue o que pretende sem confrontos inúteis. Sabiamente, goza das prerrogativas da condição feminina sem engolir sapos supostamente decorrentes do fato de ser mulher.

19 de setembro de 2011

O NÚCLEO DA REALIDADE

A ÚNICA visão de realidade absolutamente irrefutável é a SOLIPSISTA.
O SOLIPSISMO é a idéia de que a única realidade é o próprio EU, é que tudo o mais não tem existência em si própria, ou não se pode comprovar tal existência. A ilusão do mundo então, incluindo as outras pessoas, seria uma projeção da mente.
Um Ser Humano pode duvidar de tudo, mesmo das impressões que lhe chegam aos sentidos. Pode supor que tudo o que ouve, vê, sente e etc seja uma ilusão, um sonho. Talvez o mundo não exista e ele nem sequer tenha corpo, talvez nem mesmo cérebro, mas com certeza há pelo menos uma "substância" que sente e pensa.
Seria muito estranho alguém duvidar de que é um Ser pensante e sensível, ele pode até achar que num dado momento deixará de existir e logo de pensar ou de sentir, ou que num certo momento do passado não existisse. Mas é fato, me parece inquestionável, que no momento presente ele existe.
Evidentemente isso se aplica apenas ao indivíduo em relação a si próprio, ao EU, não garantindo de forma alguma que outras pessoas a sua volta também tenham tal existência.
Sintetizando, Eu sei que existo. E Você, se realmente for um Ser Humano como eu e não apenas uma ilusão ou simulação, também sabe que Você existe. Porém nem Eu, nem Você e nem ninguém pode tar garantias da real existência de outros como Seres Humanos.
Sendo assim o EU é uma espécie de Núcleo inviolável de realidade, a única certeza irrefutável, o demais, tudo é duvidoso, tudo é de certa forma, Crença.
Para o Solipsismo, toda a realidade a sua volta pode simplesmente ser uma projeção da mente, ou seja, o mundo é uma ilusão sensível. Todavia o EU em geral sabe que não pode controlar muitos dos aspectos desta realidade, o que nos faz questionar se de fato tal projeção pode ser gerada por outra fonte, talvez um outro Ser.
O EU se relaciona com uma "realidade", um mundo, um Universo a sua volta. É tido como incerto que tal realidade tenha uma existência real, em si própria, mas também é fato inquestionável que de algum modo ou de outro, o EU é afetado por essa realidade.
As sensações e impressões sentidas pelo EU são legítimas, são tão reais quanto o próprio EU e então, quer o mundo a sua volta seja real ou não, ele possui uma certa existência. A questão então é saber qual a procedência de tal existência.
Seria o mundo fisicamente existente, como cremos através da Ciência? Seria uma ilusão mental, um Maya, como se propõe em algumas vertentes de religiões Hindus ou do Budismo? Seria uma simulação neuro interativa como no filme The Matrix?
O EU não tem como possuir certeza absoluta disto, sabe apenas que sua experiência neste mundo é real, quer ele seja existente em si mesmo ou não. O EU sabe também que não pode controlar tal "existência" do mundo, logo esse mundo é sustentado por outra fonte, essa fonte pode entretanto ser uma parte inconsciente do EU.

ESQUEMATIZANDO AS POSSIBILIDADES

EGOteísmo, ALTEREGOteísmo, PANteísmo, POLIteísmo, MONOteísmo, Ateísmo. Podemos dividi-las em 3 grupos:
Mundo controlado pelo EU (direta ou indiretamente)
EGOTEÍSMO e ALTEREGOTEÍSMO
Mundo autocontrolado
PANTEÍSMO e ATEÍSMO
Mundo controlado por Ser distinto do EU
MONOTEÍSMO e POLITEÍSMO
Mas há ainda uma sétima possibilidade, que consistiria numa quarta categoria. Até agora vimos uma relação clara de inferioridade do EU sob outro SER no que se refere ao controle do mundo nas 4 últimas possibilidade, que abarcam praticamente todas as religiões.
Nesses casos nada esclareceu a questão relativa a existência de outros Seres Humanos como o EU. A dúvida persiste, mesmo no MONOTEÍSMO poderia ser que em todo o Mundo e nas outras pessoas criadas pelo SER, não houvesse algo equivalente ao EU. Ou seja, o EU ainda seria o único Ser Humano no Mundo.
Evidentemente nenhuma religião suporta tal idéia, pelo simples fato de que se ela se tornou um sistema religioso disseminado é por considerar a existência dos outros Seres Humanos como reais, caso contrário não faria sentido que seu adepto a divulgasse para meros seres ilusórios. Mas no que se refere ao exércicio do desenvolvimento de uma visão pessoal de mundo, esse questionamento ainda é válido.
Nesse exato momento você que lê está página, pode ser o único Ser Humano real do Universo, recebendo toda essa informação através de seu ALTEREGO. Toda essa explicação e tudo o que você já viu até hoje pode não passar de uma ilusão sensível produzida por você mesmo ou por um distinto e alheio SER.
A quarta categoria seria uma que partisse do pressuposto que de fato existem necessariamente os outros Seres Humanos, e que todos eles, inclusive o EU, participam na projeção do mundo.
Ou seja, o mundo é de fato uma projeção do EU, mas não de um único EU e sim de vários, no nosso caso de pelo menos 6 bilhões de Eus. Nesse caso:
EU
MUNDO
EUS que produzem o mundo
Ou EU <= MUNDO <= EUS (maioria).
Nesse caso o EU não consegue exercer controle direto sobre o mundo por que há bilhões de outros EUS interferindo, e provavelmente todos inconscientes. Seria então um MULTIALTEREGOTEÍSMO, e mesmo que fosse um controle consciente, um MULTIEGOTEÍSMO, mesmo que num dado momento todos se conscientizassem disso e de fato possuíssem tal poder, seria muito difícil coordenar qualquer ação siginificativa. De qualquer modo esse mundo seria controlado por TODOS o que resultaria no nome HOLOTEÍSMO. Sendo o prefixo grego holo relativo a "todo".
De nada adiantaria um EU desejar anular a gravidade se todos os outros estão desejando ou pelo menos "dependendo" de que a gravidade continue funcionando. Estão condicionados.
Teoricamente essa seria de todas essas categorias, a única testável. Se conseguissemos coordenar uma ação internacional simultânea, fazendo que todas as pessoas por um momento se concentrassem em realizar algum evento poderíamos quem sabe produzí-lo desafiando leis consagradas da física.
Mas apesar de simples essa experiência é impraticável, e depois não temos como saber se por exemplo bastaria uma única opinião contrária para sabotar o evento, o que inviabilizaria por completo a tentativa.
Ainda assim podemos considerar tal hipótese válida, e subdividi-la em outras sub opções como a que coloca que há EUS mais ou menos conscientes em relação aos outros, e com maior ou menor poder de controlar o mundo. Alguns poderiam ser mesmo extrafísicos, outros tão poderosos que poderiam ser considerados Deuses, e tal hipótese poderia mesmo se misturar ao Politeísmo ao Monoteísmo ao Panteísmo e até mesmo ao Ateísmo. Mas o mais importante nesse caso é agrupar em categorias.
MUNDO controlado por:
Possibilidades
Um único EU
EGOTEÍSMO e ALTEREGOTEÍSMO
Multiplos EUS semelhantes
HOLOTEÍSMO
SER distinto do EU
MONOTEÍSMO e POLITEÍSMO
Autocontrolado
PANTEÍSMO e ATEÍSMO
Comparando as relações de influência:
EGOTEÍSMOEU => MUNDO
ALTEREGOTEÍSMOEU <= MUNDO <= ALTER EGO
PANTEÍSMOEU <= MUNDO CONSCIENTE
ATEÍSMOEU <= MUNDO INCONSCIENTE
MONOTEÍSMOEU <= MUNDO <= SER
POLITEÍSMOEU <= MUNDO <= SERES
HOLOTEÍSMOEU <= MUNDO <= DEMAIS EUS
Note que a única relação invertida é a do Egotéismo, que já consideramos como uma visão de mundo insana ou divina.
Também não é impossível misturar algumas destas concepções, ainda que não encontremos crenças comuns que as representem.
EU <= MUNDO CONSCIENTE + SER, que seria um "MONOPANTEÍSMO". Algumas crenças panteístas se aproximam deste modelo, ao colocar o MONO como Pai e a PAN (Natureza) como Mãe.
EU <= MUNDO <= ALTER EGO + SERES, um "POLIALTEREGOTEÍSMO". Nesse caso o ALTEREGO seria um dos "Deuses" que controlam o Mundo.
EU <= MUNDO INCONSCIENTE <= SER Distante, no Passado. É o DEÍSMO. A idéia de que Deus apenas criou o Universo e depois o deixou por conta própria.
EU <= MUNDO <= SERES + DEMAIS EUS, "POLIHOLOTEÍSMO", aqui teríamos um Universo politeísta no qual os deuses são apenas EUS mais evoluídos.
EU <= MUNDO CONSCIENTE + DEMAIS EUS, o HOLOPANTEÍSMO.
O que restringe essas combinações, resultando em que não tenhamos muitas religiões que as representem, são alguns fatores básicos.
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