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5 de agosto de 2014

Suassuna, "O Matuto Intelectual"



Não dá para falar da obra de Suassuna sem falar do homem Ariano. Nem é possível tentar entender o homem Suassuna sem pensar na obra de Ariano. Tudo está misturado, como nos seus livros, em suas palestras, em suas aulas magnas, às quais sempre o acompanhava Zélia, sua companheira por mais de 60 anos. Aliás era assim mesmo que ele começava. Contando uma história pessoal, comentando um detalhe qualquer, para três minutos depois ter magnetizado a plateia.


Suassuna foi romancista, dramaturgo, poeta, ensaísta e professor universitário. Ocupou durante décadas a cátedra de Estética na Universidade Federal de Pernambuco e chegou ao posto máximo, aposentando-se como Professor Titular. Apesar do cargo e da vasta erudição, jamais portou-se (coisa rara) como um intelectual encerrado no mundo acadêmico. Aliás, não frequentava nem a Academia Brasileira de Letras, para a qual fora eleito em 1989: “O quê que vocês querem que eu vá fazer lá? Só tem gente feia e velha. Ali, somando a idade de três ou quatro acadêmicos, brincando dá mais que a idade do Brasil.” Como conta seu amigo Hermilo Borba Filho, detestava televisão, rádio, telefone, internet, avião (“coisas do demônio”), não comparecia a reuniões oficiais, jantares e coquetéis, mas podia virar a noite num bate-papo ou ouvindo repentistas.


Suassuna gostava de dizer que a função do artista é “espalhar contradições”. Provocar e mostrar que na arte, como na vida, não existe pureza. Dizia, por exemplo, que quando a pintura abandonou o figurativo, enveredou por um beco sem saída. Mondrian via o mundo como uma sequência de retângulos. Malevitch negava a cor. “Isso, a meu ver, foi mortal para arte, porque ela começou a se isolar”.
Não simpatizava também com a distinção entre espaço e tempo promovida pela filosofia kantiana: “Eu não gosto de Kant. Ele dizia que nós não podemos afirmar a realidade exterior, que aquele jasmineiro é uma coisa para mim, outra para você, outra para ele. Mais do que isso, ele acreditava que eu nem sequer posso provar que a imagem que eu tenho corresponde ao real. (…) É muito fácil você discutir se aquele jasmineiro, se a imagem daquele jasmineiro, corresponde ou não ao real. O jasmineiro está quieto, no canto dele. Mas eu queria ver se fosse uma onça que entrasse aqui, queria ver se o Kant iria perguntar se por acaso se tratava de uma correspondência com o real”.
Assim era o discurso de Suassuna, contra o intelectualismo oco, uma voz de matuto que filosofava com a erudição da academia. E embora admitisse a importância da contradição, sua vida e sua arte constituem um dos raros exemplos de absoluta coerência ideológica na história da inteligência brasileira. Ele nunca escondeu sua radicalidade, nunca deixou-se inibir por qualquer crítica, jamais fez concessões a modismos estéticos e sempre manteve-se afastado das panelinhas acadêmicas e intelectuais.


A tônica do discurso de Suassuna é a defesa da cultura popular e sua obra é a assimilação erudita dessa cultura, como o fez Villa-Lobos com a música. Em 1967, vinte anos após a publicação de seu primeiro livro, a tragédia UMA MULHER VESTIDA DE SOL, ele fundou o Teatro Popular do Nordeste, que se tornaria, em 1970, o Movimento Armorial. O objetivo era “revisitar símbolos, sons e manifestações artísticas da tradição ibérica retomadas pela cultura popular brasileira, especialmente a nordestina”. Cantigas, composições de mote e glosa, romanceiros, autos, cantadores, violeiros, cordel, circo, iluminuras, gravuras, teatro de bonecos serão algumas das expressões artísticas fundidas em sua obra. O Movimento congregava artistas vivos que estivessem ainda produzindo suas obras e acolhia, além de escritores, poetas e dramaturgos, artistas das mais diferentes artes, como gravadores, ceramistas, músicos e bonequeiros.
Não se deve confundir, no entanto, a valorização desses elementos de cultura popular com o regionalismo. Ariano nunca aceitou a etiqueta regionalista para sua obra. Defendeu a importância das raízes ibéricas na cultura nordestina e o universalismo de ambas. A professora e pesquisadora francesa Idelette Muzart Fonseca dos Santos, num estudo intitulado “O decifrador de brasilidades”, sintetiza com clareza a proposta de Ariano:
“(…) A relação com a cultura oral e popular nordestina, em vez de limitar a obra de Suassuna a um regionalismo ou nacionalismo estreito, incentiva a uma viagem dentro das culturas brasileiras e universais: a forma dos autos populares e uma etnocenologia AVANT LA LETTRE remetem para os instrumentos da catequese do período dito colonial, que, por sua vez, articulam práticas medievais e tradições judaicas e árabes. No Nordeste, espaço onde se criou, na fórmula de Darcy Ribeiro, a matriz étnico-cultural original que garantiu, através dos últimos dois séculos, a coerência da identidade brasileira, a transmissão oral funda uma ‘memória longa’ que ultrapassa os limites da cronologia brasileira. O nacionalismo afirmado de Suassuna apresenta-se então como uma busca da diferença, da multiplicidade cultural, e jamais como exaltação unanimista e nostálgica.”


Ariano vivia desde 1959 num casarão de pé direito altíssimo construído em 1870, com móveis de madeira, ladrilhos hidráulicos e paredes forradas de quadros de temas populares. No amplo terreno, construiu a casa para três de seus seis filhos, dois dos quais são artistas plásticos. Escrevia e compunha suas iluminogravuras numa escrivaninha de estilo escolar acomodada de frente para uma porta balcão banhada de sol. Vestia-se de maneira simples, preferencialmente branco ou vermelho (ou rubro, como preferia dizer) e negro, porém elegante. Sua magreza e elevada estatura contrastavam com um olhar atravessado de sinceridade.
Sua casa era um oásis da mais autêntica arquitetura colonial brasileira num Recife sufocado, como todas as cidades do Brasil, pela cafonice de uma pseudoarquitetura americanizada. Seu modo de falar era o de um matuto cuja sabedoria não soava nunca arrogante. Sua voz exalava cordialidade. Mas que ninguém ousasse defender o “gosto médio”, o aburguesamento de uma leitura do mundo pasteurizada no engessamento de fórmulas prontas, sejam elas artísticas, ideológicas ou políticas: “(…) O camarada pode ter um péssimo caráter e ser um grande artista; pode ser um excelente caráter e um péssimo artista”.
Vivemos num mundo em que a maioria das pessoas é dominada pelos ditames do consumo e imaginam, assim, que o planeta seria perfeito se ele pudesse se transformar numa gigantesca Disneylândia ou num shopping center. Somos domesticados pelo discurso publicitário e nossas escolhas são ilusórias, pois “escolhemos” dentro de um menu previamente estabelecido e sob a enganosa diversidade das opções repetimos apenas uma variante do mesmo. Assim acontece com os produtos da indústria do entretenimento: filmes hollywoodianos, livros best sellers, GAMES eletrônicos, imagens e mensagens prontas veiculadas na internet, missas-show, manuais de psicologia, de filosofia, de como fazer amigos. E, last but no least, os horrendos pacotes turísticos oferecidos na forma de cruzeiros (com shows a bordo), trilhas ecológicas (sem esquecer o celular e o ipod em casa), praias desertas (com internet hifi), chalé nas montanhas (com TV a cabo).
Essa disneylização ou shopinterização dos espaços públicos fazem as pessoas abdicarem de sua inteligência e infantilizarem suas vidas. A percepção da realidade é reduzida então há um conjunto de representações que falseiam a própria realidade, as falas e os gestos são tomados por um artificialismo que pasteuriza as diferenças, apaga os limites entre sujeito e objeto e legitima o ilegítimo discurso do poder hegemônico. O mundo torna-se para essas pessoas (com a permissão do Suassuna para empregar o termo) “fake”, reduz-se a um parque de diversões em que os que estão dentro (leia-se: os que têm os recursos econômicos para usufruir desse faz-de-conta) se regalam e se exibem; e os que estão fora fazem o possível e o impossível para serem admitidos nesse parque.


A vida e a obra de Ariano Suassuna são um NÃO contra essa falta de autenticidade que se manifesta por uma planetarização do modo de vida (e de consumo) da sociedade norte-americana (remeto o leitor aos documentários GUIA PERVERTIDO DA IDEOLOGIA e GUIA PERVERTIDO DO CINEMA, ambos conduzidos por Slavoi Zizek). Suassuna sempre atacou frontalmente, por exemplo, o cinema hollywoodiano, os best sellers e a música pop americana. Numa entrevista concedida ao Diário de Natal, em 2000, declarou: “Elvis Presley é um idiota”. Em outra ocasião, numa palestra, ele disparou: “Acho a Madonna e o Michael Jackson simplesmente um horror. O gosto médio é pior que o mau gosto”.
A frase pode soar exagerada ou, talvez, como frase de efeito. A música de Jackson, pelo menos ritmicamente falando, é irresistível. Mas o que dizer quando pensamos nas letras de suas canções e no visual de seus clipes? Penso, por exemplo, no clipe de “Thriller”. O que dizer daquele besteirol de cadáveres levantando-se das tumbas com presas de felinos de grande porte, daquelas roupas-the-day-after ou daqueles olhos estralados-efeito-especial do próprio cantor? E como encarar aquela letra boboca com a sobreposição dos versos de “O Corvo”? A declamação do poema endossa apenas o pretenso clima de terror da canção e elimina o efeito do texto original, o qual contrapõe a atmosfera de angústia criada pela “ave agourenta” à doçura da Leonora agora para sempre ausente.
E o que se pode dizer de um clipe ou de uma letra como “Like a Virgin”, “Material Girl” ou “La Isla Bonita” na voz de Madonna? Ou ainda, para nos demorarmos um pouco mais no Caribe, das canções e dos filmes de Elvis Presley, como “O Seresteiro de Acapulco”? Ou, para sermos mais atuais, do visual da Lady Gaga, essa pobre menina que carrega todo o brechó para o palco? São letras, arranjos, clipes e imagens confirmadores de clichês e tão falsos como a fotografia sacada por um turista japonês que se demora junto à PIETÁ apenas o tempo da própria foto.
Para não ficarmos apenas nas expressões musicais e percebermos como esse falseamento vai minando tanto o espaço público como o privado, consideremos a arquitetura (outra vez a imitação estadunidense) que tomou conta das cidades de pequeno e grande porte no Brasil. O que dizer das casas e prédios (sim, as coberturas reproduzem o estilo das casas) em que se misturam motivos em forma de arcos e polígonos com telhados arrematados em cones ou pirâmides? Não parecem o castelo da bruxa dos filmes de Walt Disney? Imagino o que Suassuna devia pensar quando passava pela praia da Boa Viagem e via aquele prédio de duas torres com um castelo no jardim…
Esse gosto médio é ruim porque não é autêntico, não reflete uma escolha das pessoas que moram em tais prédios, ouvem essas músicas ou “curtem” esses clipes. Elas os “escolheram” como mero reflexo de uma domesticação decorrente de algum tipo de propaganda, como a de que tal prédio é bonito (visando o potencial econômico do possível comprador), aquela música é boa, aquele clipe é ousado, e assim por diante. Na verdade, tais objetos nunca são bons nem ousados, são apenas uma redução pasteurizada (seja a forma arquitetônica, a letra e o arranjo da música, ou o conteúdo e a linguagem do filme) que nivela por baixo padronizando o gosto e impedindo o desenvolvimento de uma consciência crítica frente ao mundo. Em suma, uma forma de ideologia.



É em função dessa realidade que temos que reconhecer a grandeza do pensamento de Suassuna, mesmo que às vezes discordemos de sua radicalidade. Quando olhamos para a história do Brasil e as riquíssimas elaborações culturais construídas ao longo desses cinco séculos, é fácil reconhecer a riqueza da cultura nordestina. Não que as outras regiões do país não tenham contribuído para essa riqueza. O Acre nos deu João Donato, o Rio Grande do Sul a Elis Regina, São Paulo a Hilda Hilst, o Rio o Machado de Assis… Mas o conjunto das manifestações culturais nordestinas tem uma pulsação sem páreo nas outras regiões do Brasil.
Paulo Leminski debruçou-se certa vez sobre essa questão. Paranaense sem ser bairrista, no seu melhor estilo provocativo, ele cutucou com vara curta a afirmação tão disseminada (até hoje) de que Curitiba é uma referência cultural de gosto artístico no país. “E se Curitiba desaparecesse agora do mapa, que falta faria ao Brasil em termos culturais?” alfinetou. E concluiu categórico: “Neca. Nenhuma”. E aí ele mostrava que a cidade, refletindo o padrão econômico de uma classe predominantemente burguesa sem os extremos de miséria e riqueza de outras capitais brasileiras, era apenas uma consumidora e não uma produtora de cultura. Por isso não faria falta ao país.
Prosseguindo sua análise, Leminski volta-se então para o Nordeste. Lá, lembrava ele, durante o dia o negro ia para o eito, moía a cana, socava pilão, respondia por seu nome de branco e adorava a Virgem e o Menino Jesus. Mas à noite, entre as paredes da senzala, voltava-se para os seus orixás e fazia batucada. Sua cultura, juntamente com os elementos populares da tradição ibérica, permanecia viva. E foi isso que permitiu a riqueza e a reinvenção da cultura nordestina. Enquanto isso, o sul ficou preso à mentalidade do imigrante (alemão, italiano, polonês, ucraniano), preocupados apenas com o trabalho, não interessados em “perder tempo com arte”, com os dias religiosamente ocupados com tarefas, como indicam “as toalhinhas bordadas” pelas prestimosas donas de casa.
Na cultura popular está a força que nunca seca, expressão que nomeia um disco homônimo de Maria Bethânia, outro baluarte da arte brasileira e que sempre teve atitudes muito afinadas com as ideias de Suassuna, promovendo a aproximação das artes em discos em que mistura elementos musicais, teatrais e poéticos (DRAMA TERCEIRO ATO, IMITAÇÃO DA VIDA, O MAR DE SOPHIA). Por ocasião do lançamento de um de seus trabalhos mais recentes, OÁSIS DE BETHÂNIA, ela confessou: “Em meus momentos de dificuldade, volto-me para minha gente, para as cidades pequeninas do interior nordestino onde encontro uma autenticidade que não acho em outros lugares “.
José Saramago, por sua vez, numa entrevista em que lhe perguntaram se ele vislumbrava alguma saída para a humanidade, respondeu: “Se haverá alguma, ela virá da África”. A África e o sertão nordestino, espaços onde ainda se preserva (apesar das parabólicas e das antenas de celular) algo de autêntico, de menos pasteurizado, oásis onde a água ainda mina…
A afirmação do caráter universal da cultura popular se traduz num projeto de natureza simultaneamente ética e estética na obra de Ariano: “O mundo é um pasto incendiado e a função da arte é salvá-lo do incêndio e deixar alguma coisa de permanente e belo, que escape das chamas e das cinzas”. Esse universalismo, porém, nunca ignorou a realidade social brasileira e a necessidade do papel do escritor dentro dela: “(…) Machado de Assis dizia que existiam dois países dentro do Brasil, o país oficial e o país real. O país real seria bom, revelaria os melhores instintos, mas o Brasil oficial não passaria de algo caricato, burlesco. Talvez ele tenha exagerado um pouco. O Brasil oficial tem alguma coisa que presta; há pessoas dentro dele que têm consciência dessa dilaceração terrível que o país vive. 

" Ariano Suassuna foi superior a seu tempo por muitas razões, dentre tantas destaco o amor pela cultura popular e por ter aproximado a arte e a literatura do povo, no sentido mais inclusivo que se possa dar. Esse povo que ele gostava de estar sempre ao lado, aprendendo e lhe devolvendo com palavras que se eternizarão. O mestre será sempre " madeira de lei que cupim não rói ".
Assim, damos adeus à esta figura nordestina ímpar...  "Adeus Seu moço"!

18 de outubro de 2012

Será que na "Realidade" vivemos numa "MATRIX"?


Segundo o a matéria publicada no site www.dailymail.co.uk o Professor Beane e seu grupo, da Universidade de Bonn, na Alemanha, acreditam que o universo pode ser apenas uma realidade simulada, similar ao que ocorre no filme “Matrix”, e tentam descobrir se o nosso mundo é “realmente real”.









Se o filme "Matrix" te deixou com medo que possamos realmente estar vivendo em um universo gerado por um computador e encenado por uma inteligência artificial malévola usando a raça humana como uma fazenda de energia, a solução está à mão.


Uma equipe de físicos vem realizando alguns testes que eles dizem poder provar ou não que o universo como o conhecemos é uma simulação de realidade virtual - como se fosse uma espécie de pílula vermelha teórica.
Silas Beane, da Universidade de Bonn, na Alemanha e seus colegas, afirmam que uma simulação do universo, não importa o quão complexo seja, ainda teria restrições que revelam muita coisa

Tudo o que temos que fazer para identificar o que essas restrições seriam, é construir nossa própria simulação do universo, que é próximo do que muitos pesquisadores estão tentando fazer em escala incrivelmente pequena.
As simulações de computador têm sido executadas para recriar a cromodinâmica quântica - a teoria que descreve o nuclear forçado, que liga quarks e glúons em prótons e nêutrons, que então se ligam para formar núcleos atômicos.
Acredita-se que a simulação física neste nível fundamental é equivalente, mais ou menos, para simular o funcionamento do próprio universo. 





A realidade é meramente uma ilusão?

Ceticismo radical: Rene Descartes

A questão de saber se estão realmente cientes do mundo real é aquele que tem sido continuamente questionado por filósofos.
Uma das primeiras articulações do dilema ocorre na República de Platão, onde a Alegoria da Caverna tenta descrever a existência ilusória liderado pela maioria das pessoas irrefletidas.
Platão, considerado por muitos como o pai da filosofia ocidental, sugeriu que a única maneira de chegar a uma realização do mundo real era um estudo em profundidade de matemática e geometria, o que daria aos estudantes uma noção da real natureza do mundo .
O filósofo francês René Descartes, retratado acima, à direita , cujas obras são muitas vezes utilizados como uma introdução geral à metafísica, levanta o problema de novo como um experimento de pensamento para levar os leitores a uma posição de dúvida radical.
Ao postular um demônio malicioso que pode nos manter presos em um mundo ilusório, Descartes convida os leitores a deixar de lado todas as evidências de suas experiências sensoriais em busca de uma premissa certa.
Surge com o famoso argumento 'cogito ergo sum', ou melhor, "eu penso, logo existo", que ele usa como alicerce indubitável para reconstruir uma certa imagem da realidade.
Críticos posteriores de sua obra, no entanto, dizem que só porque há pensamentos, não há garantia de que há realmente um pensador.


5 de setembro de 2012

Vida em Marte pode ter poluído nosso Planeta


Com a ida do jipe-sonda Curiosity a Marte, espera-se que muitos dos mistérios que rodeiam o planeta vermelho sejam finalmente resolvidos, inclusive se aquele planeta já abrigou algum tipo de vida (embora muitos acreditem que ainda há vida em Marte).
Porém,  há umas duas semanas o notório físico teórico Lawrence Krauss, disse que ele não ficaria surpreso se encontrássemos evidência de vida em Marte.
Em uma entrevista com a rede de notícias CNN, Krauss disse que é possível que a vida marciana poluiu a Terra no início da história de nosso planeta, dando origem à vida como a conhecemos hoje.
Ele disse que “a grande surpresa seria se não fossemos primos [da vida de Marte]. Porque o que aprendemos é que material vai e volta entre os planetas o tempo todo.  Descobrimos meteoritos marcianos na Antártica, por exemplo, e isso funciona das duas formas, e micróbios sobrevivem a viagem de oito meses em uma rocha“.
Embora Krauss não especificou qual meteorito na Antártica ele estava se referindo, provavelmente ele mencionava sobre o ALH84001, que foi encontrado em 1984.
Este meteorito atraiu a atenção internacional em 1996, quando cientistas, liderados por David McKay da NASA, publicaram um artigo na publicação científica Science, dizendo que havia evidência de que o meteorito mostrava “vida bacteriana primitiva” de Marte.
A declaração da equipe foi recebida com ceticismo por parte da comunidade científica.  Allan Treiman, do Instituto Lunar e Planetário, disse que mesmo se eles tivessem encontrado evidência de vida, as rochas poderiam ter sido contaminadas pela vida na Antártica, ou pelo manuseio do meteorito.
John Bradley, um professor adjunto do Instituto de Tecnologia da Georgia, levou o ceticismo um passo além: “Infelizmente, há muitas assinaturas no registro de fósseis aqui na Terra, e provavelmente em Marte, que são muito similares às assinaturas bacterianas.  Mas estas não são exclusivas do processo bacteriano“.
A NASA reanalisou a amostra em 2009 com equipamento mais avançado e declarou que a explicação mais plausível para as formações encontradas no meteorito seria mesmo a da existência de vida.  Em um estudo publicado no Geochimica et Cosmochimica Acta, os autores rejeitaram hipóteses alternativas de que choque ou extremo calor teriam afetado a amostra em seus experimentos.
Mesmo assim, ainda há muita resistência da comunidade científica em aceitar os resultados deste estudo.

Abaixo, a entrevista de Krauss na CNN, em inglês:









Fonte: Ovni Hoje

29 de julho de 2012

Universos Paralelos - Michio Kaku

Hard Talk entrevista o Físico teórico Michio Kaku, professor da Universidade de Nova York. Kaku fala sobre a possibilidade da existência de outros universos em nosso hiperespaço (hyperspace). 
Você compraria esta ideia? 





Assista ao video legendado em português abaixo:

2 de abril de 2012

Agroglifos no Canadá - Será mesmo os OVNIs?

Em 2004, o grupo de estudos de agroglifos (crop circles) chamado BLT, publicou um estudo científico mais completo que já foi feito em um agroglifo, formado por 7 formações circulares e com 58 metros de comprimento, em uma plantação de cevada infestada por espinheiros na região agrícola da cidade de Edmonton, província de Alberta, no Canadá.  O nome do grupo, BLT, é devido aos seus integrantes fundadores John Burke, Wm. C. Lavengood e Nancy Talbot.

Embora o campo foi plantado com cevada, ele estava infestado com “Canadian thistle”, uma planta de caule muito rígido e repleta de espinhos, que é extremamente difícil de ser ‘achatada’ contra o solo:

Apesar deste fato, os sete círculos estavam achatados de forma complexa, com uma camada estreita em sentido anti-horário ao redor do perímetro de cada círculo, a qual estava abaixo de uma segunda camada radial, ambas cobertas ainda por uma terceira camada totalmente caótica:
Com o apoio financeiro de Laurance Rockefeller, a equipe foi capaz de fazer um exame minucioso das plantas, bem como testar a superfície do solo pela presença de esferas magnéticas.  Também foram feitas análises de difração de raio-X de minerais argilosos específicos, sensíveis ao calor, na camada superior do solo.  Os resultados foram os mais fortes que a equipe já havia detectado.
As plantas apresentaram alongamento massivo dos nódulos e a presença de “cavidades de expulsão”, bem como de esferas magnéticas.  O mais impactante foi a descoberta de um aumento na estrutura cristalina dos minerais argilosos no solo da superfície, o que é uma mudança anteriormente conhecida pelos geólogos somente em rocha sedimentar e nunca em solos de superfície.

Nancy Talbot relata: “Durante o estudo, nem eu, nem qualquer um dos 4 consultores científicos do BLT envolvidos neste estudo estava ciente que outra situação altamente anômala havia sido relacionada à esta formação — que haviam, pelo menos 4 testemunhas que dizem ter visto OVNIs sobre a plantação logo antes do agroglifo ser descoberto.  O programa de TV “Unsolved Mysteries”, na verdade documentou estes avistamentos e agora publicamos uma versão editada daquele programa no começo de nosso relatório ‘XRD Clay Mineral Study’, logo abaixo do diagrama do agroglifo de Edmonton.” – Nanci Talbot.

Para acessar a página do grupo BLT, e examinar o relatório completo sobre este estudo, clique no seguinte link: [AQUI]

Veja o vídeo, em inglês, e caso não domine, clique em Legendas (CC) escolha "traduzir legendas" e o idioma que preferir. Programa de TV “Unsolved Mysteries”  comentando sobre este ocorrido:


Fonte: [Link]

26 de março de 2012

FBI Divulga Documento em Cofre sobre os Extraterrestres

Desde o ano passado vem sendo divulgado em vários sites sobre Ufologia, a liberação de arquivos pelo FBI, relacionados aos OVNIs. Foram 2000 documentos abertos ao público em um site denominado ‘The Vault’ (‘O Cofre’, em português). Dentre os muitos documentos interessantes, há um em específico que trata a respeito das naves extraterrestres e seus ocupantes. (Este documento é encontrado na página 22 do arquivo que pode ser acessado no seguinte link:[OFFICE PAGE FBI] 

Apesar de não ter a identificação da pessoa que alegou esta informação, o agente que escreveu o memorando teve a opinião de que, embora a  informação ali contida fora obtida de forma ‘supernormal’ (seja lá o que isto signifique, e este fato a torna nula perante todos a quem o memorando foi endereçado), ela seja importante o suficiente para ser levada à atenção do FBI. Também é mencionado na carta que a pessoa que apresentou esta informação tinha vários diplomas universitários e era diretor em um estabelecimento de ensino superior.  

A data do documento é de 8 de julho de 1947 e a tradução do texto segue a foto abaixo:

Uma situação muito séria pode se desenvolver a qualquer momento a respeito dos “discos voadores”.  Se um deles for atacado, o avião que o fizer será quase que certamente destruído.  Na mente da população isto poderá criar pânico e suspeita internacional.  Os principais dados a respeito destas naves está agora disponível e deve ser divulgado, independentemente de quão fantástico e impossível de compreender possa parecer para as mentes que não estejam previamente instruídas a pensar desta forma.

1. Parte destes discos possuem tripulações, outras estão sob controle remoto.

2. Sua missão é pacífica.  Os visitantes planejam se estabelecer neste plano.

3. Estes visitantes são similares aos humanos, mas muito maiores em tamanho.

4. Eles não são humanos desencarnados, mas vêm de seu próprio mundo.

5. Eles não vêm de qualquer “planeta”, assim como usamos esta palavra; mas de um planeta etéreo que interpenetra com o nosso e não é perceptível para nós.

6. Os corpos dos visitantes, e das naves também, automaticamente se materializam ao entrarem na taxa vibratória de nossa matéria densa.

7. Os discos possuem uma energia radiante, ou raio, que irá facilmente desintegrar qualquer nave que os ataque.  Eles retornam ao etéreo quando querem e assim simplesmente desaparecem de nossa visão, sem deixarem traços.

8. A região de onde eles vêm NÃO é o “plano astral”, mas corresponde ao Lokas, ou Talas.  Estudantes dos assuntos esotéricos entenderão estes termos.

9. Provavelmente eles não podem ser comunicados por intermédio de rádio, mas provavelmente sim por radar, se o sistema de sinal puder ser ajustado para tal.

Fornecemos a informação e o alerta, e não podemos fazer mais [do que isto].  Que os visitantes sejam tratados com bondade…


Como mencionado acima, não há comprovação alguma de que as informações sejam reais e que expliquem a respeito de  pelo menos alguns de nossos supostos "visitantes".  Mesmo assim não deixa de ser uma leitura intrigante, a qual aguça as nossas mentes e imaginações.




20 de março de 2012

Descoberta - Mecanismo de 400 milhões de anos

Segundo o site www.antinovaordem.com sobre a notícia publicada no Voz da Russia teria sido encontrado um fóssil de mais de 400 milhões de anos... Confiram.

 
Na remota Península de Kamchatka, a 200 km de Tigil, Arqueólogos da Universidade de St. Petersburg descobriram um fóssil estranho. A autenticidade da descoberta foi certificada. De acordo com o arqueólogo Yuri Golubev, ocorre que, neste caso, a descoberta surpreendeu (demais)os cientistas por sua própria natureza, pelo menos – invulgar, capaz de mudar a história (ou pré-história). O mecanismo esta envolvido pela rocha, fossilizado junto com a mesma. Não é a primeira vez que um artefato mecânico, um objeto antigo, ou algo parecido com isto é encontrado naquela região. Mas, surpreendentemente conservado, este artefato específico está – à primeira vista, incrustado na rocha (o que é muito compreensível, já que a península de Kamchatka abriga numerosos vulcões). Submetido a análise, o conjunto mostrou ser feito de peças de metal que parecem formar um mecanismo, uma engrenagem que pode ser de um tipo de relógio ou computador. O surpreendente é que todas as peças foram datados como tendo 400 milhões de anos.

 
Veja a pequena nota publicada no Voz da Rússia sobre o assunto:
"Um grupo de cientistas de São Petersburgo descobriu na Kamchatka fósseis parecidos com peças de uma ferramenta antiga. A notícia foi logo transmitida a investigadores dos EUA, que confirmaram a hipótese de os fósseis serem, talvez, mecanismos de uma máquina que se teria conservado em um ambiente propício, por exemplo, em um pântano durante 400 milhões de anos. Tal versão pressupõe que as peças se tivessem fossilizado durante um período relativamente curto em termos históricos."
Outros cientistas, geólogos americanos, definiram a peça como um artefato incrível e misterioso;
"Recebemos um telefonema do prefeito de Tigil. Ele nos disse que as pessoas que estavam caminhando no local, encontraram esses vestígios na rocha. Fomos até o local indicado e, inicialmente, não entendemos o que vimos. Havia centenas de cilindros dentadas que pareciam ser partes de uma máquina. Eles estavam em perfeito estado de conservação, como se tivessem sido congelados dentro da ROCHA em um curto período de tempo. Foi necessário o controle da área, porque logo os curiosos começaram a aparecer em grande número. 
"Ninguém podia (n.t. -ninguém na sua soberba e ignorância, principalmente “cientistas” quer) acreditar mesmo que há 400 milhões de anos atrás poderia ter existido na Terra um homem [ainda mais uma máquina]. Naquele tempo, as formas de Vida (teoricamente, pelas leis “criadas” pela nossa atual ciência) eram muito simples, mas o achado, [também simplesmente] - sugere claramente a existência de seres inteligentes capazes de desenvolver tal tecnologia. Certamente, esses seres teriam que ter vindo de outros planetas. É possível que uma nave espacial possa ter sido danificada [ou que houve um acidente] e foi abandonada naquele local”. A localização da Península de Kamchatka, na RÚSSIA Verificou-se também que as partes tinham atingido o estado de fossilização em um período de tempo historicamente e geologicamente curto. Possivelmente, a “máquina” caiu em um pântano. Apesar das constatações, cautelosos, os cientistas preferem considerar que as evidências não são definitivas – ainda. E Gobulev pondera: ”RECUSAR-SE a existência de tecnologia [mesmo no passado, muito recuado] é um erro grave, porque a evolução não é linear.”
Resta saber a profundidade e idoneidade desta descoberta... vamos aguardar!

Assista ao documentários do Canal History  - Ancient Aliens (Alienígenas do Passado) no episódio - Aliens and Evil Places (Aliens e Lugares Maléficos), sobre teorias extraterrestres das ciências e engenharias superiores desembarcadas na terra à milhares de anos atrás, compartilhando seus conhecimentos com as primeiras civilizações e mudando definitivamente o curso da história humana.
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