13 de fevereiro de 2015
5 de agosto de 2014
Suassuna, "O Matuto Intelectual"
Não dá para falar da obra de Suassuna sem falar do homem Ariano. Nem é possível tentar entender o homem Suassuna sem pensar na obra de Ariano. Tudo está misturado, como nos seus livros, em suas palestras, em suas aulas magnas, às quais sempre o acompanhava Zélia, sua companheira por mais de 60 anos. Aliás era assim mesmo que ele começava. Contando uma história pessoal, comentando um detalhe qualquer, para três minutos depois ter magnetizado a plateia.
Suassuna foi romancista, dramaturgo, poeta, ensaísta e professor universitário. Ocupou durante décadas a cátedra de Estética na Universidade Federal de Pernambuco e chegou ao posto máximo, aposentando-se como Professor Titular. Apesar do cargo e da vasta erudição, jamais portou-se (coisa rara) como um intelectual encerrado no mundo acadêmico. Aliás, não frequentava nem a Academia Brasileira de Letras, para a qual fora eleito em 1989: “O quê que vocês querem que eu vá fazer lá? Só tem gente feia e velha. Ali, somando a idade de três ou quatro acadêmicos, brincando dá mais que a idade do Brasil.” Como conta seu amigo Hermilo Borba Filho, detestava televisão, rádio, telefone, internet, avião (“coisas do demônio”), não comparecia a reuniões oficiais, jantares e coquetéis, mas podia virar a noite num bate-papo ou ouvindo repentistas.
Suassuna gostava de dizer que a função do artista é “espalhar contradições”. Provocar e mostrar que na arte, como na vida, não existe pureza. Dizia, por exemplo, que quando a pintura abandonou o figurativo, enveredou por um beco sem saída. Mondrian via o mundo como uma sequência de retângulos. Malevitch negava a cor. “Isso, a meu ver, foi mortal para arte, porque ela começou a se isolar”.
Não simpatizava também com a distinção entre espaço e tempo promovida pela filosofia kantiana: “Eu não gosto de Kant. Ele dizia que nós não podemos afirmar a realidade exterior, que aquele jasmineiro é uma coisa para mim, outra para você, outra para ele. Mais do que isso, ele acreditava que eu nem sequer posso provar que a imagem que eu tenho corresponde ao real. (…) É muito fácil você discutir se aquele jasmineiro, se a imagem daquele jasmineiro, corresponde ou não ao real. O jasmineiro está quieto, no canto dele. Mas eu queria ver se fosse uma onça que entrasse aqui, queria ver se o Kant iria perguntar se por acaso se tratava de uma correspondência com o real”.
Assim era o discurso de Suassuna, contra o intelectualismo oco, uma voz de matuto que filosofava com a erudição da academia. E embora admitisse a importância da contradição, sua vida e sua arte constituem um dos raros exemplos de absoluta coerência ideológica na história da inteligência brasileira. Ele nunca escondeu sua radicalidade, nunca deixou-se inibir por qualquer crítica, jamais fez concessões a modismos estéticos e sempre manteve-se afastado das panelinhas acadêmicas e intelectuais.
A tônica do discurso de Suassuna é a defesa da cultura popular e sua obra é a assimilação erudita dessa cultura, como o fez Villa-Lobos com a música. Em 1967, vinte anos após a publicação de seu primeiro livro, a tragédia UMA MULHER VESTIDA DE SOL, ele fundou o Teatro Popular do Nordeste, que se tornaria, em 1970, o Movimento Armorial. O objetivo era “revisitar símbolos, sons e manifestações artísticas da tradição ibérica retomadas pela cultura popular brasileira, especialmente a nordestina”. Cantigas, composições de mote e glosa, romanceiros, autos, cantadores, violeiros, cordel, circo, iluminuras, gravuras, teatro de bonecos serão algumas das expressões artísticas fundidas em sua obra. O Movimento congregava artistas vivos que estivessem ainda produzindo suas obras e acolhia, além de escritores, poetas e dramaturgos, artistas das mais diferentes artes, como gravadores, ceramistas, músicos e bonequeiros.
“(…) A relação com a cultura oral e popular nordestina, em vez de limitar a obra de Suassuna a um regionalismo ou nacionalismo estreito, incentiva a uma viagem dentro das culturas brasileiras e universais: a forma dos autos populares e uma etnocenologia AVANT LA LETTRE remetem para os instrumentos da catequese do período dito colonial, que, por sua vez, articulam práticas medievais e tradições judaicas e árabes. No Nordeste, espaço onde se criou, na fórmula de Darcy Ribeiro, a matriz étnico-cultural original que garantiu, através dos últimos dois séculos, a coerência da identidade brasileira, a transmissão oral funda uma ‘memória longa’ que ultrapassa os limites da cronologia brasileira. O nacionalismo afirmado de Suassuna apresenta-se então como uma busca da diferença, da multiplicidade cultural, e jamais como exaltação unanimista e nostálgica.”
Ariano vivia desde 1959 num casarão de pé direito altíssimo construído em 1870, com móveis de madeira, ladrilhos hidráulicos e paredes forradas de quadros de temas populares. No amplo terreno, construiu a casa para três de seus seis filhos, dois dos quais são artistas plásticos. Escrevia e compunha suas iluminogravuras numa escrivaninha de estilo escolar acomodada de frente para uma porta balcão banhada de sol. Vestia-se de maneira simples, preferencialmente branco ou vermelho (ou rubro, como preferia dizer) e negro, porém elegante. Sua magreza e elevada estatura contrastavam com um olhar atravessado de sinceridade.
Sua casa era um oásis da mais autêntica arquitetura colonial brasileira num Recife sufocado, como todas as cidades do Brasil, pela cafonice de uma pseudoarquitetura americanizada. Seu modo de falar era o de um matuto cuja sabedoria não soava nunca arrogante. Sua voz exalava cordialidade. Mas que ninguém ousasse defender o “gosto médio”, o aburguesamento de uma leitura do mundo pasteurizada no engessamento de fórmulas prontas, sejam elas artísticas, ideológicas ou políticas: “(…) O camarada pode ter um péssimo caráter e ser um grande artista; pode ser um excelente caráter e um péssimo artista”.
Vivemos num mundo em que a maioria das pessoas é dominada pelos ditames do consumo e imaginam, assim, que o planeta seria perfeito se ele pudesse se transformar numa gigantesca Disneylândia ou num shopping center. Somos domesticados pelo discurso publicitário e nossas escolhas são ilusórias, pois “escolhemos” dentro de um menu previamente estabelecido e sob a enganosa diversidade das opções repetimos apenas uma variante do mesmo. Assim acontece com os produtos da indústria do entretenimento: filmes hollywoodianos, livros best sellers, GAMES
eletrônicos, imagens e mensagens prontas veiculadas na internet, missas-show, manuais de psicologia, de filosofia, de como fazer amigos. E, last but no least, os horrendos pacotes turísticos oferecidos na forma de cruzeiros (com shows a bordo), trilhas ecológicas (sem esquecer o celular e o ipod em casa), praias desertas (com internet hifi), chalé nas montanhas (com TV a cabo).
eletrônicos, imagens e mensagens prontas veiculadas na internet, missas-show, manuais de psicologia, de filosofia, de como fazer amigos. E, last but no least, os horrendos pacotes turísticos oferecidos na forma de cruzeiros (com shows a bordo), trilhas ecológicas (sem esquecer o celular e o ipod em casa), praias desertas (com internet hifi), chalé nas montanhas (com TV a cabo).
Essa disneylização ou shopinterização dos espaços públicos fazem as pessoas abdicarem de sua inteligência e infantilizarem suas vidas. A percepção da realidade é reduzida então há um conjunto de representações que falseiam a própria realidade, as falas e os gestos são tomados por um artificialismo que pasteuriza as diferenças, apaga os limites entre sujeito e objeto e legitima o ilegítimo discurso do poder hegemônico. O mundo torna-se para essas pessoas (com a permissão do Suassuna para empregar o termo) “fake”, reduz-se a um parque de diversões em que os que estão dentro (leia-se: os que têm os recursos econômicos para usufruir desse faz-de-conta) se regalam e se exibem; e os que estão fora fazem o possível e o impossível para serem admitidos nesse parque.
A vida e a obra de Ariano Suassuna são um NÃO contra essa falta de autenticidade que se manifesta por uma planetarização do modo de vida (e de consumo) da sociedade norte-americana (remeto o leitor aos documentários GUIA PERVERTIDO DA IDEOLOGIA e GUIA PERVERTIDO DO CINEMA, ambos conduzidos por Slavoi Zizek). Suassuna sempre atacou frontalmente, por exemplo, o cinema hollywoodiano, os best sellers e a música pop americana. Numa entrevista concedida ao Diário de Natal, em 2000, declarou: “Elvis Presley é um idiota”. Em outra ocasião, numa palestra, ele disparou: “Acho a Madonna e o Michael Jackson simplesmente um horror. O gosto médio é pior que o mau gosto”.
A frase pode soar exagerada ou, talvez, como frase de efeito. A música de Jackson, pelo menos ritmicamente falando, é irresistível. Mas o que dizer quando pensamos nas letras de suas canções e no visual de seus clipes? Penso, por exemplo, no clipe de “Thriller”. O que dizer daquele besteirol de cadáveres levantando-se das tumbas com presas de felinos de grande porte, daquelas roupas-the-day-after ou daqueles olhos estralados-efeito-especial do próprio cantor? E como encarar aquela letra boboca com a sobreposição dos versos de “O Corvo”? A declamação do poema endossa apenas o pretenso clima de terror da canção e elimina o efeito do texto original, o qual contrapõe a atmosfera de angústia criada pela “ave agourenta” à doçura da Leonora agora para sempre ausente.
Para não ficarmos apenas nas expressões musicais e percebermos como esse falseamento vai minando tanto o espaço público como o privado, consideremos a arquitetura (outra vez a imitação estadunidense) que tomou conta das cidades de pequeno e grande porte no Brasil. O que dizer das casas e prédios (sim, as coberturas reproduzem o estilo das casas) em que se misturam motivos em forma de arcos e polígonos com telhados arrematados em cones ou pirâmides? Não parecem o castelo da bruxa dos filmes de Walt Disney? Imagino o que Suassuna devia pensar quando passava pela praia da Boa Viagem e via aquele prédio de duas torres com um castelo no jardim…
Esse gosto médio é ruim porque não é autêntico, não reflete uma escolha das pessoas que moram em tais prédios, ouvem essas músicas ou “curtem” esses clipes. Elas os “escolheram” como mero reflexo de uma domesticação decorrente de algum tipo de propaganda, como a de que tal prédio é bonito (visando o potencial econômico do possível comprador), aquela música é boa, aquele clipe é ousado, e assim por diante. Na verdade, tais objetos nunca são bons nem ousados, são apenas uma redução pasteurizada (seja a forma arquitetônica, a letra e o arranjo da música, ou o conteúdo e a linguagem do filme) que nivela por baixo padronizando o gosto e impedindo o desenvolvimento de uma consciência crítica frente ao mundo. Em suma, uma forma de ideologia.
É em função dessa realidade que temos que reconhecer a grandeza do pensamento de Suassuna, mesmo que às vezes discordemos de sua radicalidade. Quando olhamos para a história do Brasil e as riquíssimas elaborações culturais construídas ao longo desses cinco séculos, é fácil reconhecer a riqueza da cultura nordestina. Não que as outras regiões do país não tenham contribuído para essa riqueza. O Acre nos deu João Donato, o Rio Grande do Sul a Elis Regina, São Paulo a Hilda Hilst, o Rio o Machado de Assis… Mas o conjunto das manifestações culturais nordestinas tem uma pulsação sem páreo nas outras regiões do Brasil.
Paulo Leminski debruçou-se certa vez sobre essa questão. Paranaense sem ser bairrista, no seu melhor estilo provocativo, ele cutucou com vara curta a afirmação tão disseminada (até hoje) de que Curitiba é uma referência cultural de gosto artístico no país. “E se Curitiba desaparecesse agora do mapa, que falta faria ao Brasil em termos culturais?” alfinetou. E concluiu categórico: “Neca. Nenhuma”. E aí ele mostrava que a cidade, refletindo o padrão econômico de uma classe predominantemente burguesa sem os extremos de miséria e riqueza de outras capitais brasileiras, era apenas uma consumidora e não uma produtora de cultura. Por isso não faria falta ao país.
Prosseguindo sua análise, Leminski volta-se então para o Nordeste. Lá, lembrava ele, durante o dia o negro ia para o eito, moía a cana, socava pilão, respondia por seu nome de branco e adorava a Virgem e o Menino Jesus. Mas à noite, entre as paredes da senzala, voltava-se para os seus orixás e fazia batucada. Sua cultura, juntamente com os elementos populares da tradição ibérica, permanecia viva. E foi isso que permitiu a riqueza e a reinvenção da cultura nordestina. Enquanto isso, o sul ficou preso à mentalidade do imigrante (alemão, italiano, polonês, ucraniano), preocupados apenas com o trabalho, não interessados em “perder tempo com arte”, com os dias religiosamente ocupados com tarefas, como indicam “as toalhinhas bordadas” pelas prestimosas donas de casa.
Na cultura popular está a força que nunca seca, expressão que nomeia um disco homônimo de Maria Bethânia, outro baluarte da arte brasileira e que sempre teve atitudes muito afinadas com as ideias de Suassuna, promovendo a aproximação das artes em discos em que mistura elementos musicais, teatrais e poéticos (DRAMA TERCEIRO ATO, IMITAÇÃO DA VIDA, O MAR DE SOPHIA). Por ocasião do lançamento de um de seus trabalhos mais recentes, OÁSIS DE BETHÂNIA, ela confessou: “Em meus momentos de dificuldade, volto-me para minha gente, para as cidades pequeninas do interior nordestino onde encontro uma autenticidade que não acho em outros lugares “.
José Saramago, por sua vez, numa entrevista em que lhe perguntaram se ele vislumbrava alguma saída para a humanidade, respondeu: “Se haverá alguma, ela virá da África”. A África e o sertão nordestino, espaços onde ainda se preserva (apesar das parabólicas e das antenas de celular) algo de autêntico, de menos pasteurizado, oásis onde a água ainda mina…
A afirmação do caráter universal da cultura popular se traduz num projeto de natureza simultaneamente ética e estética na obra de Ariano: “O mundo é um pasto incendiado e a função da arte é salvá-lo do incêndio e deixar alguma coisa de permanente e belo, que escape das chamas e das cinzas”. Esse universalismo, porém, nunca ignorou a realidade social brasileira e a necessidade do papel do escritor dentro dela: “(…) Machado de Assis dizia que existiam dois países dentro do Brasil, o país oficial e o país real. O país real seria bom, revelaria os melhores instintos, mas o Brasil oficial não passaria de algo caricato, burlesco. Talvez ele tenha exagerado um pouco. O Brasil oficial tem alguma coisa que presta; há pessoas dentro dele que têm consciência dessa dilaceração terrível que o país vive.
" Ariano Suassuna foi superior a seu tempo por muitas razões, dentre tantas destaco o amor pela cultura popular e por ter aproximado a arte e a literatura do povo, no sentido mais inclusivo que se possa dar. Esse povo que ele gostava de estar sempre ao lado, aprendendo e lhe devolvendo com palavras que se eternizarão. O mestre será sempre " madeira de lei que cupim não rói ".
Assim, damos adeus à esta figura nordestina ímpar... "Adeus Seu moço"!
29 de dezembro de 2013
26 de outubro de 2013
MEGA EXPLOSÃO SOLAR?!
O espaço, a fronteira final, mas também uma arena de forças de ação e reação. Gravidade, energia, gases, calor e frio, e outros elementos que quando combinados numa seqüência errada podem resultar em catástrofes cósmicas incalculáveis e quase impossíveis de se prever quando acontecerão.
De acordo com dados e fotos das sondas de monitoramento do sol SOHO (Observatório Solar e Heliosférico), SDO (Observatório Dinâmico Solar) e com imagens obtidas por astrônomos amadores e das comunidades acadêmicas e científicas, equipados com telescópios especiais, deu para perceber claramente que na última semana, manchas solares significativas "minaram" a superfície do sol e já estão deixando pesquisadores e cientistas preocupados. Analisei algumas das imagens e pude observar que o caminho entre elas apresenta-se numa espécie de “nó” de plasma e gás, o que num avanço progressivo desta conexão, poderemos ter um acúmulo de energia muito grande e talvez remota, porém possível mega explosão solar.
Atravessamos um período chamado Máximo Solar, o que já nos deixa de certa maneira em alerta, quando numerosas manchas se espalham pela superfície de nossa estrela.
Neste palco espacial, observando o cometa Ison do ponto de vista do sol com sua colossal grandeza, fica difícil pensar que algo tão pequeno e insignificante perante nossa estrela possa alterar o seu comportamento, no entanto no universo toda e qualquer movimentação é geradora de forças e por mais sutis que sejam estas forças, podem alterar o cenário espacial. Se estava faltando algo para alterar o equilíbrio do sistema no período de Máximo Solar, já temos um corpo celeste em destaque, que mesmo com sua “pequena grandeza” pode acabar com a estabilidade. O cometa Ison, mesmo que venha a ser apenas mais um dos “icebergs espaciais” a serem exterminados pelo sol, aproxima-se e modifica a harmonia do sistema, podendo transformar-se juntamente com o acúmulo de manchas solares, num estopim para uma mega reação da corona solar, o que poderia culminar em uma temida, já alertada e até esperada pelos cientistas, Mega Flare.
FONTE: LINK AQUI
29 de setembro de 2013
4 de fevereiro de 2013
Pensa Tudo!: A Clara Fase de Transição na Ufologia
Pensa Tudo!: A Clara Fase de Transição na Ufologia: Estagnação, apatia ou transição? Retirado do Site UFO: LINK aqui Hilariante, estimados leitores! Existem pessoas que dizem-se "...
A Clara Fase de Transição na Ufologia
Estagnação, apatia ou transição?
Retirado do Site UFO: LINK aqui
Hilariante, estimados leitores! Existem pessoas que dizem-se "militantes" ou interessadas na Ufologia, mas na verdade somente atrapalham, torcem e atuam contra os avanços na área. Se fosse por elas, poderíamos abandonar tudo e retornar a vida simples e corriqueira, à labuta do dia-a-dia - em nossas profissões e trabalhos que nos sustentam, pois realmente ninguém vive de Ufologia, para quem ainda não saiba -, afinal, a pesquisa dos Discos Voadores e seus tripulantes chegou ao limite, não sai mais do lugar e não há mais o que fazer. Realmente, seria bem mais fácil e conveniente abandonar o navio com esta desculpa, porque somente levamos prejuízos financeiros e nenhum reconhecimento. Ou então, retirar da pauta as pesquisas sérias e deixar caminho livre para fraudes, ufolatria, charlatanismo e messianismo ufológicos. Seria esse o fim de tudo?
Uma visão bitolada e simplista, eu diria. Na verdade, a Ufologia Mundial - não somente a nossa - está claramente numa fase de transição e reorganização, onde é necessário separar o joio do trigo, unificar-se, esclarecer e concluir trabalhos e projetos em andamento, difundir-se de maneira definitiva entre o meio acadêmico e ser oficializada.
Isso não será possível a curto prazo, portanto, há muito trabalho pela frente. É uma fase de ajustes, decisões, meditações, reflexões e ações, de onde sairá fortalecida e pronta para seguir em frente. A Ufologia Brasileira é uma das melhores e mais eficientes, respeitada no mundo todo. Faz-se muito com pouco ou nenhum recurso financeiro e some-se a isso nossa precária situação econômica num país em desenvolvimento. Ponto negativo ainda é a falta de união entre ufólogos e as ervas daninhas que sequer merecem atenção, pois fazem de tudo, menos Ufologia. Graças a esta falta de organização dos pesquisadores sérios e isso urge de reformas.
Os desatualizados, os leigos e os xeretas
Igualmente, muitos cientistas, profissionais de outras áreas e curiosos que absolutamente nada sabem sobre o assunto, dentro de suas limitações ortodoxas e verdadeiras crendices científicas - mais o fator "desatualização", que ancorou muita gente lá no século XX - atacam a Ufologia, como pseudociência [pseudes significa falso]. Nenhum pesquisador da área pode aceitar este termo, sem explanar sobre ele. Falsa ciência? De modo algum! Ufologia é uma protociência [protos = primeiro, inicial] ou paraciência [para = ao lado]. E quem não entende sobre determinado assunto, deveria, no máximo, ausentar-se de comentários.
Exemplificando, se não entendemos nada de geodésia - e por incrível que pareça trata-se uma ciência, que estuda formas e dimensões da Terra -, então como iremos comentar ou opinar sobre a mesma? Antes de mais nada, se necessário fosse, iríamos estudar e informarmo-nos sobre o assunto antes de qualquer posição. Ética, moral, bom senso e coerência são princípios básicos que se aprende no 1º ano de graduação, em qualquer universidade.
Mídias e médias
Não poderia deixar de citar também o papel da mídia, como fonte de desinformação e sensacionalismo dos fatos. Sem generalizar, é claro. A falta de discernimento e conhecimento dos profissionais da área no tema atrapalha muito, faltam estudos e pesquisas para a maioria dos representantes da imprensa. Por que não cometem gafes em matérias científicas tradicionais? Porque estudam, pesquisam antes, ou ao menos consultam especialistas! Infelizmente, pensa-se em ibope, manchetes e chamarizes nesta hora, independentemente da confiabilidade ou credibilidade das fontes.
A sociedade de um modo geral mostra-se aberta e receptiva sobre a presença de outras civilizações pelo cosmos. A mídia influencia a vida e cultura de todos, é como um espelho para muita gente. Noticiários e reportagens, sejam televisivas ou escritas, deveriam se preocupar mais com as informações reais e fundamentadas da Ufologia, deixando de lado, finalmente, a mistificação e negligência que se fazem presentes ainda nos dias atuais.
Concluímos neste tópico que muitas matérias boas são moldadas pelos jornalistas antes da veiculação, e como adoram o sensacionalismo na Ufologia, vertem para este lado. Talvez seja exatamente por este motivo que muita gente de peso, como cientistas e pessoas públicas bem informadas, evitam falar sobre UFOs. Mudanças devem ser cobradas neste setor, através da boa informação, conscientização e parcerias produtivas com os meios de comunicação, com prioridade aos profissionais idôneos e realmente interessados em fatos reais.
A luz está no "início do túnel" e a verdade aqui dentro, não "lá fora"
Aos poucos e efetivamente, sem tréguas, chegaremos ao objetivo sugerido nesta postagem, não há dúvidas. Como citado anteriormente, trata-se de uma multi e interdisciplina, ainda jovem, descobrindo-se como tal e percebendo a necessidade de crescer, amadurecer, profissionalizar-se. Depois de reconhecida e aceitada pela comunidade científica moderna, a Ufologia pode se ramificar em novas e revolucionárias vertentes científicas. Assim como já existem a astrofísica, exobiologia, exopaleontologia, por exemplo, poderão surgir especialidades do tipo exoantropologia, exopsicologia, exozoologia, exomedicina e por esses caminhos adentro. Acontecerá como no passado, onde o termo ciências se ramificou em tantas especialidades atuais.
Isto é estagnação? Quem ainda apostar no fim da Ufologia, depois de tanta elucidação de metas e compromissos, pode procurar outra coisa para fazer, de fato. Contanto que deixem os que continuarão atarefados em paz e concentrados nestes projetos. Saibam que estamos todos participando de uma gestação, uma fase embrionária que dará a luz às ciências ufológicas e mundiais do futuro.
As ciências atuais estão caminhando e comprovando o que muitos ufólogos defendiam, teorizavam há décadas, como por exemplo, teoria das cordas (universos, multiversos paralelos), velocidades superiores a da luz, teletransporte, enfim, genética, implantes e uma infinidade de etc. Sem mencionar os exoplanetas e elementos químicos essenciais à vida espalhados pelo cosmos, que igualmente hoje ninguém mais duvida, pois aí estão semanalmente catalogados e estudados.
UFOLOGIA de A a Z:
UFOLOGIA de A a Z:
Antropologia – Estudo científico da espécie humana, sua origem, evolução, costumes, instituições etc. Nesta disciplina, investigamos possíveis vestígios da influência alienígena em todas as civilizações, raças e povos, sem distinção, como também suas relações com a humanidade contemporânea;
Arqueologia – Estudo das civilizações pré-históricas, utilizando-se de monumentos, objetos, documentos, ossadas, etc por elas deixados. Alguns pesquisadores se dedicam à busca e compreensão do chamado "elo perdido" entre as espécies, outros acreditam na possibilidade da coexistência entre civilizações avançadas cientificamente, habitando em pomposas metrópoles, e seres primitivos morando em cavernas, isoladamente. Utiliza-se o termo Ufoarqueologia para a busca de indícios extraterrestres no passado arqueológico humano;
Astronomia – Ciência que estuda a formação, constituição, posição relativa e leis dos movimentos dos astros. Alguns deles são frequentemente confundidos com UFOs, por isso, toda pessoa interessada no assunto deve ter noções básicas desta atividade, que desenvolve papel importante na pesquisa e localização de estrelas e planetas com chances percentuais de abrigar vida. Praticamente toda semana, em algum meio de comunicação, surgem comentários sobre as estrelas e novos planetas descobertos. Estrelas são sóis e um sol pode abrigar vários planetas, assim como em nosso Sistema Solar, o que multiplica infinitamente a quantidade de planetas existentes no universo. O avanço e aprimoramento na construção, capacidade e tecnologia de telescópios nos fornecerão surpresas fascinantes;
Biologia – Ciência dos seres vivos, leis da vida e a relação com o meio ecológico. Nela também existem lacunas sem solução, mas esta disciplina é a base para melhores questionamentos e buscas sobre nossas origens e evolução, incluindo o ramo da genética, parte da biologia que estuda as leis da hereditariedade e as partículas (genes) responsáveis por esse fenômeno, mutações, hibridismo, tecnologia genômica, bioquímica, além das técnicas laboratoriais de análises utilizadas também em certas investigações ufológicas. Exobiologia e astrobiologia são exatamente o estudo das formas de vida em outros orbes;
Filosofia – Estudo que visa a compreensão da realidade em sua inteireza, especialmente da origem e do sentido da existência. Todo ufólogo e simpatizante também é um filósofo em potencial;
Física – Ciência que estuda as propriedades e a estrutura dos corpos, dos sistemas materiais e as leis que explicam as modificações que ocorrem em seus estados e movimentos, sem que haja alteração de sua natureza. Está sempre em crescimento e expansão, surgindo novos campos de estudo, onde fenômenos que aparentavam ser independentes e sem nenhuma relação entre si mostram-se posteriormente como partes diferentes de um único fato mais complexo. Seria difícil definir com precisão seu campo de atuação, pois a física se encontra em contínua evolução, é utilizada em comunhão com as mais variadas ciências e áreas da tecnologia, sendo a responsável direta por inumeráveis conquistas, inclusive algumas controversas, como a energia atômica ou nuclear.
Divide-se em diversas partes, como acústica (estudo de fenômenos sonoros), eletromagnetismo (fenômenos elétricos e magnéticos), mecânica (fenômenos do movimento), óptica (natureza da luz e seus fenômenos), termologia (fenômenos térmicos) etc. Ou seja, grande parte dos efeitos produzidos pelos UFOs deveria ser de total interesse aos físicos em geral, mas parece mais fácil ignorá-los, afinal são "apenas" objetos voadores não identificados, que desafiam a gravidade e possuem regras físicas próprias! Porém, cedo ou tarde, pelas trilhas citadas acima, perceberão por si mesmos o quão estavam enganados e quanto tempo perderam com inúteis falsas explicações e indiferença.
Além da física quântica e mecânica quântica, a direção tomada pela chamada física moderna ou nova física já está provando aos mais ortodoxos que muitos fatos, métodos, regras e teorias científicas estão rumando e indicando para novos e amplos estudos, reformulações onde uma nova visão de mundo e universo implicará indubitavelmente na constatação do óbvio. Teorias como das super cordas, multiversos e dos buracos de minhoca (Wormholes), citando apenas exemplos clássicos;
Geofísica – Trata das características e propriedades físicas do planeta. De nosso interesse específico, temos a Geofísica Espacial, que busca a compreensão dos fenômenos físico-químicos que ocorrem na Terra e no espaço próximo, com estudos sobre o campo geomagnético e suas variações espaço-temporais, fenômenos elétricos na atmosfera e condutividade elétrica nas camadas internas do planeta;
Geografia – Estudo dos aspectos físicos da superfície da Terra. Tem sua importância na investigação de campo, onde precisamos compreender a localização, tipo de relevo, vegetação, hidrografia e outros aspectos morfológicos de cidades e locais de pesquisa;
Geologia – Origem, constituição e as transformações do globo terrestre e da vida sobre ela existente. Estas modificações produzem materiais e fenômenos naturais com influência direta e indireta em nossas vidas, sendo relevantes à compreensão dos processos físicos e químicos que levaram o planeta a ser tal como o observamos;
História – Narra os fatos políticos, econômicos, culturais e sociais notáveis na vida de um povo ou da humanidade; Conjunto de obras e conhecimentos derivados dessa ciência; Estudo da origem e desenvolvimento de uma arte ou ciência. Os acontecimentos que podem ser interpretados como ufológicos em toda dimensão da história são incomensuráveis e amplamente documentados em literatura especializada, inúmeras publicações, com ações e reações típicas de ocorrências do gênero. A partir do exato momento em que governantes, militares e cientistas assumirem de uma vez por todas a interação entre humanos e alienígenas como realidade, terá início uma revisão sem precedentes nesta disciplina;
Neurologia – Parte da medicina que trata das perturbações e doenças do sistema nervoso. Tem sua importância na tentativa de compreensão dos processos cerebrais aos quais são submetidos os abduzidos ou pessoas que estiveram próximas de um UFO. Atualmente, temos a neuroteologia, a mais recente iniciativa de cientistas para explicar os eventos místicos, antes rotulados de sobrenaturais. O rigor científico sempre foi utilizado para sepultar as tentativas de se levar a sério a ocorrência dos chamados fenômenos espirituais, que eram incluídos como patologia da mente. Agora, novas técnicas de pesquisa tentam decifrar alguns dos maiores enigmas da humanidade, como a fé, meditação, estados alterados de consciência, viagens astrais, contatos ufológicos etc, através de imagens obtidas na intimidade do organismo por equipamentos de última geração, como tomógrafos guiados por feixes de pósitrons, as antipartículas de elétrons. Estes pesquisadores buscam entender o relacionamento entre espiritualidade e cérebro. E nós devemos ficar de olho na neuroteologia, buscando uma aproximação com estes profissionais;
Psicanálise – Métodos de investigação psicológica dos processos mentais criado por Sigmund Freud(1856-1939) e que visa o tratamento das desordens emocionais. Relevante nas tentativas de compreensão das abduções, como também na identificação e separação entre real e imaginário;
Psicologia – Estudo de fenômenos psíquicos e o comportamento humano e animal; Conjunto de disposições psíquicas e mentais de uma pessoa ou classe de indivíduos. Seriam as abduções frutos do imaginário humano? Elas acontecem em todas classes sociais, formações religiosas ou intelectuais, atingem todas as raças, povos, sendo uma "anomalia" global;
Psiquiatria – Parte da medicina que abrange o estudo e tratamento de doenças mentais. Em algumas clínicas psiquiátricas, foram identificadas pessoas que, salvo algum equívoco inevitável, são portadoras de sintomas típicos aos abduzidos com sequelas psicológicas graves;
Química – Ciência que estuda a composição das substâncias, suas propriedades e as leis que regem suas reações, combinações e transformações. Utilizada em variados tipos de análises e testes em amostras, além da importância universal, pois os elementos químicos estão presentes em nós, nosso planeta e no cosmos. A química teve sua orígem graças à alquimia e muita gente se esquece desta verdade pregressa, em que "malucos" pioneiros buscavam cura para as doenças, o elixir da vida, fórmulas mágicas para se transformar qualquer material em ouro, entre outras excentricidades que acabaram se tornando a base da medicina e farmacologia modernas;
Teologia – Estudo ou tratado das questões religiosas relativas à divindade e a sua relação aos homens. Nem é necessário comentar, não acham?
Além destes tópicos, embrenhamo-nos em estudos das doutrinas, textos sagrados, em hipnose, parapsicologia e afins. De outro lado, as tecnologias, metodologias e procedimentos policiais, militares, serviços secretos, enfim, onde quer que o ser humano tenha se manifestado inteligentemente –ou nem tanto - sempre houve espaço para as pesquisas e descobertas ufológicas.
Por esse motivo, este humilde autor pede desculpas antecipadas por alguma falha ou esquecimento na descrição e relação das áreas de atuação em Ufologia moderna. Trata-se de uma modesta síntese, lembrando que algumas área abrangem outras tantas em seu leque e assim sucessivamente.
Enfim, sejam todos bem vindos ao estudo do século. E parabéns à Ufologia por mais uma vela no bolo da trajetória humana no planeta, sem nunca nos esquecermos dos grandes pioneiros, aqueles que possibilitaram estarmos aqui hoje, aqui e agora.
31 de dezembro de 2012
14 de novembro de 2012
18 de outubro de 2012
Será que na "Realidade" vivemos numa "MATRIX"?
Segundo o a matéria publicada no site www.dailymail.co.uk o Professor Beane e seu
grupo, da Universidade de Bonn, na Alemanha, acreditam que o universo pode ser
apenas uma realidade simulada, similar ao que ocorre no filme “Matrix”, e
tentam descobrir se o nosso mundo é “realmente real”.
Se o filme "Matrix" te deixou com medo que possamos realmente estar vivendo em um universo gerado por um computador e encenado por uma inteligência artificial malévola usando a raça humana como uma fazenda de energia, a solução está à mão.
Uma equipe de físicos
vem realizando alguns testes que eles dizem poder provar ou não que o universo como o
conhecemos é uma simulação de realidade virtual - como se fosse uma espécie de pílula
vermelha teórica.
Silas Beane, da
Universidade de Bonn, na Alemanha e seus colegas, afirmam que uma simulação do
universo, não importa o quão complexo seja, ainda teria restrições que revelam muita coisa
Tudo
o que temos que fazer para identificar o que essas restrições seriam, é
construir nossa própria simulação do universo, que é próximo do que muitos
pesquisadores estão tentando fazer em escala incrivelmente pequena.
As simulações de computador têm sido executadas para recriar a cromodinâmica quântica - a teoria que descreve o nuclear forçado, que liga quarks e glúons em prótons e nêutrons, que então se ligam para formar
núcleos atômicos.
Acredita-se que a
simulação física neste nível fundamental é equivalente, mais ou menos, para
simular o funcionamento do próprio universo.
A realidade é meramente uma ilusão?

A questão de saber se estão realmente cientes do
mundo real é aquele que tem sido continuamente questionado por filósofos.
Uma das primeiras
articulações do dilema ocorre na República de Platão, onde a Alegoria da
Caverna tenta descrever a existência ilusória liderado pela maioria das pessoas
irrefletidas.
Platão, considerado por
muitos como o pai da filosofia ocidental, sugeriu que a única maneira de chegar
a uma realização do mundo real era um estudo em profundidade de matemática e
geometria, o que daria aos estudantes uma noção da real natureza do mundo .
O filósofo francês René
Descartes, retratado acima, à direita , cujas obras são muitas
vezes utilizados como uma introdução geral à metafísica, levanta o problema de
novo como um experimento de pensamento para levar os leitores a uma posição de
dúvida radical.
Ao postular um demônio malicioso que pode nos
manter presos em um mundo ilusório, Descartes convida os leitores a deixar de
lado todas as evidências de suas experiências sensoriais em busca de uma
premissa certa.
Surge com o famoso argumento 'cogito ergo sum', ou melhor, "eu penso, logo existo", que
ele usa como alicerce indubitável para reconstruir uma certa imagem da
realidade.
Críticos posteriores de
sua obra, no entanto, dizem que só porque há pensamentos, não há garantia de
que há realmente um pensador.
5 de setembro de 2012
Vida em Marte pode ter poluído nosso Planeta
Com a ida do jipe-sonda
Curiosity a Marte, espera-se que muitos dos mistérios que rodeiam o planeta
vermelho sejam finalmente resolvidos, inclusive se aquele planeta já abrigou
algum tipo de vida (embora muitos acreditem que ainda há vida em Marte).
Porém,
há umas duas semanas o notório físico teórico Lawrence Krauss, disse que ele não
ficaria surpreso se encontrássemos evidência de vida em Marte.
Em
uma entrevista com a rede de notícias CNN, Krauss disse que é possível que a
vida marciana poluiu a Terra no início da história de nosso planeta, dando
origem à vida como a conhecemos hoje.
Ele
disse que “a
grande surpresa seria se não fossemos primos [da vida de Marte]. Porque o que aprendemos é que material vai e volta
entre os planetas o tempo todo. Descobrimos meteoritos marcianos na
Antártica, por exemplo, e isso funciona das duas formas, e micróbios sobrevivem
a viagem de oito meses em uma rocha“.
Embora Krauss não especificou
qual meteorito na Antártica ele estava se referindo, provavelmente ele
mencionava sobre o ALH84001, que foi encontrado em 1984.
Este
meteorito atraiu a atenção internacional em 1996, quando cientistas, liderados
por David McKay da NASA, publicaram um artigo na publicação científica Science, dizendo que havia evidência de
que o meteorito mostrava “vida bacteriana primitiva” de Marte.
A
declaração da equipe foi recebida com ceticismo por parte da comunidade
científica. Allan Treiman, do Instituto Lunar e Planetário, disse que
mesmo se eles tivessem encontrado evidência de vida, as rochas poderiam ter
sido contaminadas pela vida na Antártica, ou pelo manuseio do meteorito.
John
Bradley, um professor adjunto do Instituto de Tecnologia da Georgia, levou o
ceticismo um passo além: “Infelizmente, há muitas assinaturas no registro de fósseis aqui na
Terra, e provavelmente em Marte, que são muito similares às assinaturas
bacterianas. Mas estas não são exclusivas do processo bacteriano“.
A
NASA reanalisou a amostra em 2009 com equipamento mais avançado e declarou que
a explicação mais plausível para as formações encontradas no meteorito seria
mesmo a da existência de vida. Em um estudo publicado no Geochimica et Cosmochimica Acta, os
autores rejeitaram hipóteses alternativas de que choque ou extremo calor teriam
afetado a amostra em seus experimentos.
Mesmo
assim, ainda há muita resistência da comunidade científica em aceitar os
resultados deste estudo.
Abaixo, a entrevista de Krauss na CNN, em inglês:
Fonte: Ovni Hoje
29 de julho de 2012
Dúvida na História da Escrita Humana
Em 1993, uma área de uma margem de lago remanescente do período neolítico, que ocupava uma ilha artificial perto da Aldeia de Dispilio, no Lago Kastoria, o professor George Hourmouziadis e sua equipe, desenterraram a Tábua de Dispilio, um tablete de madeira que contem símbolos (charagmata). A tábua foi datada pelo processo de carbono 14, como sendo de 7300 anos atrás, ou 5260 AC.
Em fevereiro de 2004, durante a revelação da descoberta da Tábua para o mundo, Hourmouziadis alegou que o texto gravado na tábua não podia ser publicado facilmente, devido ao fato de que ele iria desafiar a atual história da origem da escrita e da fala articulada, representadas por letras ao invés de ideogramas, dentro das fronteiras da Grecia antiga, como também da Europa.
De acordo com o Professor de Arqueologia Préhistórica da Universidade Aristóteles de Thessaloniki, os símbolos sugerem que a atual teoria de que os gregos antigos receberam seu alfabeto de uma civilização antiga do Oriente Médio (Babilônios, Sumérios, Fenícios, etc.) não consegue fechar a lacuna histórica de 4000 anos. Esta lacuna significa o seguinte: enquanto as civilizações orientais antigas usavam ideogramas para se expressar, os gregos antigos usavam sílabas de forma similar a que usamos hoje no ocidente.

A Tábua de Dispilio
Hoje, a teoria histórica aceita e ensinada no mundo todo, sugere que os gregos antigos foram ensinados a escrever pelos fenícios, por volta de 800 AC. Porém, uma questão emerge entre os estudiosos: Como é possível para a língua grega ter 800.000 palavras, sendo classificada como a primeira língua entre todas as conhecidas no mundo, enquanto a segunda colocada contém somente 250.000 palavras? Como é possível para os Poemas Homéricos terem sido produzidos em 800 BC, quando é justamente essa a época alegada em que os gregos aprenderam a escrever? De acordo com uma pesquisa linguística dos Estados Unidos, seria impossível para os gregos antigos escreverem esses trabalhos poéticos sem terem tido uma história comprovada de escrita, por pelo menos 10.000 anos. .
A tábua é 2.000 anos mais velha do que os escritos achados da era dos Sumérios, e 4.000 anos mais velha do que as escritas lineares da Creta-Messênica.
De acordo com as declarações de Hourmouziadis em 1994, os sinais escritos na tábua não representam a figura humana, o Sol e a Lua, ou outros ideogramas geralmente representados. Na verdade, eles mostram sinais que indicam ser um resultado de processos cognitivos.
A tábua foi parcialmente danificada quando exposta ao ambiente rico em oxigênio fora da lama e água em que esteve submersa por um longo período, e agora está sob conservação. Uma publicação acadêmica completa da tábua provavelmente será concluída quando for terminado o trabalho de conservação da mesma.
Esta notícia mostra que a história, tal como nos foi ensinada, é, no mínimo, falha.
13 de julho de 2012
28 de junho de 2012
NASA em 7 Minutos de Terror
Talvez uma nova palavra deveria ser criada para descrever a descida da nova sonda Curiosity no planeta vermelho. Talvez ‘amarcianar’ seria mais apropriado do que ‘aterrissar’.
Mas de qualquer forma, o que vale é a informação, pois em poucos dias, 5 de agosto para ser mais preciso, o Mars Science Laboratory rover da NASA deverá tocar a superfície de Marte, e sua descida não será nada fácil. Na verdade, a NASA deu o nome da descida de ‘Sete Minutos de Terror‘.
“Quando as pessoas assistem a isso, parece loucura” disse Adam Steltzner, engenheiro sênior EDL do Jet Propulsion Laboratory no novo vídeo da NASA que mostra a descida da sonda ‘jipe’.
O vídeo recém lançado mostra exatamente o quão difícil é aterrissar a sonda. De nome Curiosity, a ela deverá rasgar através da atmosfera de Marte, durante um período de sete minutos. Porém, para transmitir à Terra a respeito de seu progresso, demora 14 minutos devido à distância entre os planetas.
“Quando escutarmos pela primeira vez que tocamos o topo da atmosfera, o veículo já estará vivo, ou morto, por pelo menos 7 minutos“, disse Steltzner.
Nesses 7 minutos, os engenheiros da NASA terão que completar uma sequência de procedimentos que devem ser seguidos para evitar o desastre. Primeiro, eles deverão ejetar um para-quedas para diminuir a velocidade de queda, que é de mais de 1,600 km/h naquele momento. Então, deverão liberar o para-quedas, ativar foguetes para diminuir ainda mais a velocidade vertical e, por último, baixar a sonda por um sistema de cordas, para dentro de uma cratera, a fim de evitar que uma nuvem de poeira possa danificá-la.
“Se uma dessas coisas não funcionar direito, o jogo acabou“, diz Tom Rivellini no vídeo.
Curiosity, a espaçonave robótica mais complexa e cientificamente poderosa já construída para explorar a superfície de outro planeta, custou à NASA US$ 2.5 bilhões para construir e foi lançada em novembro passado. Sua missão é a de procurar por compostos orgânicos e sinais passados ou presentes de habitabilidade.
A sonda-jipe, do tamanho de um pequeno carro, está equipada com 17 câmeras, um braço robótico de 2,10 metros, e uma gama de sensores e experimentos científicos.
Veja o vídeo ‘Sete Minutos de Terror‘:
19 de junho de 2012
23 de maio de 2012
Teletransporte Quântico
De acordo com o site www.inovacaotecnologica.com.br, cientistas chineses recém quebraram o recorde mundial de teletransporte quântico e agora querem fazer isso no espaço.
Como já provado por testes científicos, quando dois fótons nascem juntos, eles são gêmeos idênticos e compartilham das mesmas propriedades, mesmo quando são separados. Este fenômeno, chamado de entrelaçamento, foi o que Einstein chamou de ‘ação fantasmagórica à distância’, ou seja, quando duas partículas entrelaçadas são separadas uma da outra, a ação executada em uma delas afetará imediatamente a outra, mesmo se elas estejam separadas pela distância da largura de nossa galáxia.
Ainda não podemos ir para o outro lado da galáxia, contudo Juan Yin e sua equipe, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, conseguiram teletransportar um estado quântico por uma distância de 97 quilômetros, batendo o recorde anterior que era de 16.
Sua próxima meta é fazer um teletransporte quântico global, usando satélites artificiais.
Contudo, no teletransporte quântico não há “transporte” de matéria. O que acontece é que depois de entrelaçados, os fótons são enviados, um para um ponto A e outro para um ponto B. Quando o fóton em A é alterado, o fóton em B também se altera, devido ao entrelaçamento. Ou seja, não há deslocamento dos fótons de um lado para o outro, mas sim o deslocamento de informação que os cientistas chamam de estado quântico. Esta alteração nos fótons pode ser utilizada para codificar bits quânticos, ou qubits.
Este processo é muito útil para a transmissão segura de informações, já que nada será transmitido fisicamente entre um ponto e o outro.
Contudo, o processo ainda precisa ser aprimorado, pois no estágio atual só se consegue teletransportar cinco qubits por minutos.
Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br e OvniHoje
9 de maio de 2012
5 de maio de 2012
Obras de Arte - Pablo Picasso
De volta com os artistas e suas magníficas obras de arte aos sábados... e desta vez, dou espaço ao magnânimo Pablo Picasso. Apreciem a biografia, obra e arte deste, ao som de Brahms, Quinteto Piano (Takács/Hough) no video logo abaixo da postagem e divirtam-se!!!
A começar pelo estranhíssimo nome de registro, Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Martyr Patricio Clito, depois acrescidos de Ruíz y Picasso, derivados do pai e da mãe, ou simplesmente Pablo Picasso foi um dos artistas mais polêmicos e influentes da história da arte do século 20. Filho de Maria Picasso y Lopez e de José Ruiz y Blasco, também pintor naturalista, professor de arte na escola San Telmo de Málaga, especialista em retratar pássaros. Picasso nasceu do seio de uma família de classe média e de sua mãe pouco se sabe, a não ser o que está retratado no terno retrato dela feito por Picasso em 1923. Teve duas irmãs.
Começou a se interessar pela arte aos sete de idade, época que desenhava a lápis e recebia orientações de seu pai, que foi seu primeiro professor e o introduziu no uso da pintura a óleo. Quando tinha 10 anos, sua família mudou-se para La Coruña e seu pai empregou-se como professor de arte em uma escola local, por 4 anos. Conta-se que José Ruiz ficou especialmente impressionado nessa época, quando se deparou com uma pintura inacabada de Picasso sobre o esboço de um pombo que fizera e considerou que este já o superava em talento, com 13 anos de idade.
Em 1895 a família mudou-se novamente, desta vez para Barcelona e Picasso se matriculou na Academia La Lonja. Nessa época foi exposta a primeira tela a óleo de sua autoria, em grandes dimensões (166 x 118 cm, Museu Picasso, Barcelona), denominada, "A Primeira Comunhão", de linhagem acadêmica, onde a modelo é Lola, sua irmã.
Em 1897 seu pai decidiu que deveria investir seriamente na carreira de pintor e o enviou a Madrid. Matriculou-se na Academia São Fernando, mas aí não ficou muito tempo, para desgosto de seu pai. Picasso considerava as orientações da academia muito conservadoras para o que pretendia e a abandona, mas aproveitou o seu tempo para constantes visitas ao Museu do Prado, especialmente para conhecer melhor as obras de El Greco, pintor maneirista, do final do Renascimento.
Inicialmente Picasso assinava as sua obras como "Pablo Ruiz Picasso", depois como "Pablo R. Picasso" e finalmente só "Picasso". Essa última maneira de assinar fez com que psicanalistas analisassem como sendo uma rejeição à figura paterna. Na realidade, ele passou a assinar pelo nome que era mais conhecido e chamado pelos amigos.
Nessa passagem por Madri, adoeceu de escarlatina e tem recomendação médica de ir para um lugar mais calmo a fim de se recuperar. Assim, voltou a Barcelona, e em seguida parte para um lugar chamado Horta de Sant Joan, onde tomou contato com a natureza primitiva e com as raízes espanholas. Mas aí também não ficou muito tempo e retornou a Barcelona, em 1899, e passou a freqüentar os cafés onde se reuniam os artistas locais e a ter uma consciência política através da ideologia anarquista e da observação da pobreza reinante nos bairros pobres da cidade. Esse chamado "caldo cultural" começou a fazer parte da sua obra desse período que ainda não tinha se definido como um estilo próprio, que logo iria aparecer após sua visita a Paris.
Em 1900 viajou a Paris com o amigo e pintor Carlos Casagemas que conhecia das noitadas nos cafés de Barcelona. O motivo dessa viagem foi uma visita à Exposição Universal que exibia uma obra sua, chamada "Últimos Momentos".
Em Paris travou contato com o pintor Isidro Noel que conhecia de Barcelona. A obra desse artista somados ao trabalho de Toulouse-Lautrec influenciaram em grande medida a arte de Picasso nesse período e o que estaria por vir. Pode-se notar essa proximidade nas obras "La Espera (Margot)", "Bailarina Enana" y "El Final del Número", ambas de 1901. No fim de 1900 retornou a Barcelona, mas já sabe que não é na Espanha que quer viver. De 1901 a 1904 viaja da Espanha a França diversas até se fixar definitivamente em Paris.
Fases
A partir dessa época a história da arte começa a classificar a obra de Picasso por fases, e estas fases são caracterizadas pelas cores predominantes que marcam a transição de uma fase a outra.
Fase Azul: corresponde ao período de 1901 a 1904. Nesta fase Picasso retratou pessoas tristes e infelizes, com fortes traços de desespero, sempre com o predomínio da cor azul. Corresponde à época do suicídio de seu amigo Casagemas, que é retratado na tela "La Muerte de Casagemas" (1901). Nota-se neste período a influência de Van Gogh pela carga psicológica e emotiva que está impregnada nas telas e também de Paul Gauguin pelo uso reduzido do volume e uso de contornos.
Esta fase corresponde também à época que Picasso enfrentava dificuldades materiais. Estando em Paris sem dinheiro passou a viver na casa do poeta Max Jacob. Conta-se que a casa só possuía uma cama. Picasso dormia durante o dia, enquanto Max trabalhava e à noite Picasso trabalhava. Neste espaço e entre idas e vindas a Barcelona produziu "Autorretrato Azul" (1901) "La Vida", Las Dos Hermanas (1902), Pobres a Orillas del Mar (1903), El Viejo Guitarrista Ciego (1903), El Asceta (1903) e La Celestina (1904), retratando a solidão, a pobreza, os mendigos e os cegos.
Fase Rosa: Quando se apaixonou por Fernand Olivier, um dos muitos de seus amores, o trabalho de Picasso passou a refletir a cor da paixão e mudou para a cor rosa e avermelhado. Também refletem a alegria e otimismo, ausente na fase anterior, pois já estava estabelecido em Paris, distanciando-se da vida difícil do período anterior. Os personagens são acrobatas, dançarinos, arlequins, artistas de circo e o mundo do circo. Destaca-se "Saltimbanquis" . As características de Fernand são fonte de inspiração e aparecem nos rostos de diversas figuras femininas pintadas nesta fase, que vai de 1904 a 1906. Também há bastante ênfase no uso do traço e contorno.
Um momento transição ao cubismo, com aparente marca da arte africana se revelou nesse período com o retrato de Gertrud Stein pintado em 1906, que tem um rosto com aparência de máscara e que ficará mais nítido na famosa "Las Señoritas de Avignon" que é a primeira obra já cubista e que se tornaria com o passar do tempo um ícone representativo da arte moderna.
Picasso começa a ter vida social intensa em Paris e a se relacionar com importantes nomes de outras áreas, além das artes plásticas, como o escritor Guillaume Apollinaire. Nessa época iniciou a sua amizade com Matisse que durará a vida inteira. Mas é em co-autoria com Georges Braqui que a fase seguinte, a cubista, ganha relevância. O cubismo consistia em representar pessoas e figuras em formatos de triângulos, cubos e quadrados e buscava a geometria dos motivos representados. Tudo se reduzia a formas geométricas. Picasso monta a imagem em facetas múltiplas e deforma a realidade tal qual a conhecemos, criando figuras que causam estranhamento, como a representação de um face, por exemplo, uma metade frontal e outra metade de lado. Tenta-se representar no plano uma figura em três dimensões. Tem-se a idéia que o objeto representado pode ser apreciado em todas as sua faces, e todos os ângulos, de frente, de lado, por cima e por baixo, causando uma sensação de volume na superfície plana.
Costuma-se dividir o cubismo em duas fases e pela importância que teve vale a pena descrevê-los:
a) Cubismo analítico - a obra é desestruturada em todos os seus elementos. Em planos sucessivos e superpostos o artista registra as partes e procura mostrar a visão total da figura, que é fixada de todos os ângulos ao mesmo tempo. Predominam as cores em tons de castanho, cinza e bege.
b) Cubismo sintético - é uma reação à fase da excessiva fragmentação das formas. Se na fase anterior os objetos retratados quase se tornavam irreconhecíveis, agora se busca tornar novamente as figuras reconhecíveis. Passa a utilizar - além dos elementos tradicionais da representação pictórica, como a tinta - a colagem de letras, palavras, números, metal, recortes, produzindo uma tela cujos efeitos plásticos ultrapassavam as meras sensações visuais sugerindo ao observador sensações táteis e de volume.
A escola cubista teve muitos seguidores, e parte da crítica da estética da arte diria imitadores como Juan Gris, que realizou um no estilo cubista, "Retrato de Pablo Picasso" (1912), Francis Picabia, Robert Delaunay e Albert Gleizes.
A aventura cubista teve o seu fim durante a Primeira Guerra Mundial. No conflito, o seu grande amigo e parceiro Georges Braque foi gravemente ferido.
Em 1911 Picasso conheceu Marcelle Humbert, que se tornaria outra das marcantes mulheres de sua vida. Separa-se de Fernand e junta-se a Marcelle que ele passou a chamar de Eva, dando a entender que esse era o seu primeiro amor e passa a figurar como inspiração e modelo para suas telas. Essa relação durou até 1917, com a morte de Marcelle. Picasso inaugurou uma nova fase de seu trabalho denominado "colagem", que se constituiu na utilização de materiais de uso cotidiano, como fotografias, recortes de jornais, madeira, couro, colados na superfície plana, compondo sentidos junto a pintura. Essa técnica apareceu pela primeira vez, em 1912, na tela "Naturaleza Muerta con Silla de Rejilla" e ainda se discute quem foi o inventor da técnica, que também foi praticada por Georges Braque. Durante um breve período do ano de 1916 Picasso residiu em Roma, e lá através de Jean Cocteau foi apresentado ao grupo Ballets Russos. Cocteau estava escrevendo libretos para uma peça de Eric Satie e Picasso foi convidado a fazer cenários para esse espetáculo. Nesse período conheceu a bailarina Olga Koklova e com ela se casou, em 1918 em Paris, tendo um filho desse casamento - que duraria até 1935 - de nome Paulo. Nesse ano de 1918 participa de uma exposição com o amigo Matisse.
Picasso experimentou, nessa época, fama e reconhecimento popular, mas estava para mudar de rumo novamente, incorporando de forma bastante particular, elementos do surrealismo em sua telas, pintando figuras disformes. O Surrealismo foi um movimento que abarcou todas as artes, como a literatura, a poesia, o cinema, o teatro e especificamente nas artes plásticas não tinha um código de conduta. Por isso pode parecer estranho comparar pintores tão díspares quanto Max Ernst, René Magritte, Salvador Dalí e Picasso. O que importa é que as visões simbólicas, metafísicas, estranhas, radicais, primitivas e irracionais se fazem presentes em todos eles e essas são as características básicas do Surrealismo. Picasso começou a se relacionar com Marie Thérèse Walter, no meio da década de 30 que se transformou na sua nova musa. Com ela teve uma filha chamada Maia (1935). Nessa mesma época conheceu Dora Maar, outro de seus relacionamentos também retratados em sua pintura.
Guernica
Em 1936, durante a Guerra Civil Espanhola, aconteceu o bombardeio da cidade de Guernica, fato que horrorizou o mundo. Tocado pela indignação Picasso produziu a sua obra mais conhecida e divulgada até hoje, que simboliza a barbárie, o horror da guerra e a ira sentida por Picasso pela morte de inocentes, vítimas do bombardeio aéreo pela aviação nazista a pedido do ditador espanhol General Franco. Até então, Picasso não era uma pessoa especialmente interessada em política (apesar do contato com o anarquismo de anos atrás), mas as atrocidades cometidas durante a Guerra Civil Espanhola mudaram a sua maneira de pensar e então passou a ser solidário com os republicanos que lutavam contra a ditadura franquista.
Guernica se transformou num símbolo de protesto e denúncia contra as atrocidades da guerra em qualquer tempo. Esta obra nas dimensões de 350 x 782 cm foi executada para ser exporta no pavilhão da República Espanhola, na Exposição Internacional de Paris de 1937 e encontra-se atualmente no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid. A consciência política adquirida por Picasso durante a vida até então, e o episódio de Guernica o transformou num militante político e durante a Segunda Guerra Mundial filiou-se ao Partido Comunista Francês. Com o final da guerra suas obras voltam a ter uma perspectiva otimista. Novamente Picasso mudou de amores e em 1943 se relacionou com a artista Françoise Gilote e com ela teve dois filhos - Claude e Paloma. Essa relação terminou em 1953 e em 1961 ele casou-se novamente, desta vez com Jacqueline Roque.
Picasso experimentou a técnica da escultura em madeira e também a cerâmica. Estima-se que tenha produzido mais de 4.000 peças em cerâmica.
Como gravador, dominou as técnicas da água-forte, água-tinta, ponta-seca, litogravura e gravura sobre linóleo colorido, deixando uma obra gráfica respeitável, como a série de 347 gravuras produzidas em 1968, aos 87 anos de idade, com temas do circo, das touradas e das situações eróticas. Considerado um dos maiores artistas do século 20, criou mais de 20.000 obras de arte utilizando variados meios de expressão, como as telas, cerâmicas, litografias, esculturas, murais, e em todas as técnicas que experimentou, deixou sua marca pessoal. Apesar de já ter enfrentado duas cirurgias - próstata e vesícula - e ter visão deficiente, trabalhou compulsivamente até a sua morte, ocorrida em 8 de abril 1973, em sua residência, em Mougins, na França, aos 91 anos de idade.
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